|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
ONU condena lei contra casamento misto em Israel
Um painel das Nações Unidas pediu que Israel desista de uma lei que impede israelenses e palestinos casados de viver juntos. A Comissão para a Eliminação da Discriminação Racial aprovou por unanimidade uma resolução que condena lei, que viola tratados internacionais de direitos humanos. O órgão é responsável por monitorar a aplicação da Convenção sobre a Eliminação de Todas as Formas de Discriminação Racial, de 1966. No entanto, o embaixador de Israel na ONU, Yaakov Levy, acusou o painel de ser parcial. "Israel vê essa iniciativa da Comissão como altamente politizada", afirmou. Levy também ressaltou que a lei ainda estava sendo analisada pela Suprema Corte de Israel. A lei em questão foi aprovada no último dia 31 e retira o direito de palestinos casados com israelenses de tentar obter cidadania ou residência israelense. Árabes-israelenses Cerca de 1,2 milhão dos habitantes de Israel têm origem árabe – são os chamados árabes-israelenses. Muitas famílias foram divididas pelos vários conflitos na região e, ao longo dos anos, casamentos entre habitantes de Israel e dos territórios palestinos se tornaram comuns – a maior parte entre árabes-israelenses e palestinos. Mesmo antes da proibição, já era difícil para um palestino conseguir a cidadania israelense. Os pedidos eram encaminhados ao Ministério do Interior, que então realizava uma série de checagens de segurança. Qualquer suspeita poderia levar autoridades a recusarem o pedido. A lei, que foi proposta por partidos de direita, causou divisões no próprio Parlamento israelense. Houve 25 votos contra a lei, que foi aprovada por 53 deputados do Knesset. Desde 1993, mais de 100 mil palestinos obtiveram permissão para morar em Israel e o governo – e parte da população israelense – vê isso como uma ameaça. "O partido governista deveria revogar essa proibição e reconsiderar sua política passando a facilitar a união familiar de forma não discriminatória", afirmou o comitê, baseado em Genebra. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||