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Atualizado às: 15 de agosto, 2003 - 12h31 GMT (09h31 Brasília)
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Israel liberta mais 73 prisioneiros palestinos
Palestino em ônibus militar antes de ser solto
Grupo é formado de presos comuns, sem envolvimento em atentados

Israel disse ter libertado mais 73 prisioneiros palestinos nesta sexta-feira.

Eles fazem parte de um grupo de presos que o governo do primeiro-ministro Ariel Sharon decidiu libertar como gesto de boa vontade no processo de paz com os palestinos.

Sua libertação estava prevista para a terça-feira, mas acabou adiada em razão de dois atentados suicidas contra alvos israelenses.

Eles eram criminosos comuns, detidos por delitos como ter entrado no país ilegalmente ou roubo de carros.

'Insuficiente'

Outros 334 já haviam sido soltos por Israel na semana passada - na ocasião, integrantes de grupos militantes como Hamas e Jihad Islâmica estavam entre os libertados.

As autoridades palestinas dizem que a ação israelense é insuficiente e exigem a libertação de todos os mais de 6 mil presos palestinos.

A libertação dos 73 presos aconteceu horas depois de um encontro entre o ministro da Defesa de Israel, Shaul Mofaz, e o ministro da Segurança palestino, Mohammed Dahlan, para tratar dos próximos passos na "rota para a paz" do Oriente Médio.

Nenhuma decisão foi anunciada após o encontro. O processo de paz sofreu abalos esta semana, com dois atentados palestinos que deixaram quatro mortos e com uma operação do Exército israelense em Hebron que resultou na morte de um líder da Jihad Islâmica.

Irã

O diário israelense Haaretz informou em sua edição na internet que o aparato de segurança da Autoridade Nacional Palestina (ANP) confiscou nesta semana US$ 3 milhões (cerca de R$ 9 milhões) enviados pelo Irã à Jihad Islâmica nos territórios da Faixa de Gaza e da Cisjordânia.

O dinheiro, que chegou à região indiretamente, passando primeiro por países árabes, foi distribuído pela ANP a organizações beneficentes, afirmou o Haaretz.

Se confirmada, essa seria uma das primeira medidas concretas do governo do primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, para coibir as atividades contra Israel dos grupos militantes.

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