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Atualizado às: 06 de agosto, 2003 - 12h51 GMT (09h51 Brasília)
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Israel liberta parte dos prisioneiros palestinos
Palestinos comemoram libertação
Presos comemoram mas Autoridade Palestina mostrou insatisfação

Vários ônibus levando prisioneiros palestinos para a liberdade deixaram as prisões de Israel e foram recebidos com festa em postos de fronteira da Faixa de Gaza e da Cisjordânia, nesta quarta-feira.

Como gesto de boa vontade no processo de paz, o governo israelense decidiu soltar cerca de 340 presos. Outros cem devem ser libertados nos próximos dias.

A Autoridade Nacional Palestina (ANP) critica a libertação como insuficiente e exige que todos os cerca de 6 mil palestinos presos sejam soltos.

Israel afirma que o grupo é formado por "prisioneiros de segurança" que não estiveram envolvidos na morte de israelenses.

Obstáculo

A disputa em torno dos prisioneiros se tornou um dos principais obstáculos aos avanços do plano de paz para o Oriente Médio, patrocinado pelos Estados Unidos.

Muitos dos libertados pertencem a grupos militantes como o Hamas e a Jihad Islâmica, que planejam passeatas para comemorar o retorno de seus integrantes.

Essas organizações, responsáveis por dezenas de atentados contra civis e militares israelenses durante a intifada, anunciaram um cessar-fogo no início de julho.

O Hamas disse que a libertação não tem valor e que pretende reavaliar a sua trégua.

Muitos palestinos revelam irritação com o número de libertados. Inicialmente, o primeiro-ministro Ariel Sharon planejava soltar 540 pessoas.

O presidente da ANP, Yasser Arafat, declarou na terça-feira que Israel estava tentando enganar o mundo, já que teria prendido um número maior de palestinos nas últimas semanas que os que aceitou libertar.

O primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas, também conhecido como Abu Mazen, cancelou um encontro que teria com Sharon nesta quarta-feira em sinal de protesto.

Do outro lado, muitos israelenses – inclusive integrantes do gabinete de Sharon – criticam a libertação e defendem a manutenção dos presos na cadeia em nome da segurança do país.

Enquanto os prisioneiros eram levados nos ônibus, Israel entrou com tanques em Jericó, na Cisjordânia, na primeira ofensiva de grande porte na região em meses.

Pelo menos dez palestinos foram detidos, segundo disseram testemunhas à agência France Presse.

Israel diz temer que os militantes utilizem a trégua como oportunidade para se rearmar.

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