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Atualizado às: 04 de agosto, 2003 - 12h56 GMT (09h56 Brasília)
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Israel publica lista de prisioneiros que promete libertar
Atirador mascarado da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa em Nablus
Atirador mascarado da Brigada dos Mártires de Al-Aqsa em Nablus

O governo de Israel publicou uma lista de 349 prisioneiros palestinos que deverão ser libertados como gesto de boa vontade ao primeiro-ministro palestino, Mahmoud Abbas.

Entre eles estão 183 acusados de ajudar militantes ou de participar de atos violentos contra Israel (o que pode ser simplesmente atirar pedras contra soldados israelenses), mais pelo menos 139 prisioneiros que não foram acusados de nada - o que Israel chama de "prisioneiros administrativos".

Outros quase cem prisioneiros acusados de crimes comuns também devem ser liberados, levando a um total de cerca de 440 libertados, segundo decisão do governo israelense no domingo.

O primeiro-ministro de Israel, Ariel Sharon, havia dito em julho que 540 detidos seriam colocados em liberdade.

Discrepância

Segundo uma autoridade israelense, a discrepância se explica pelo fato de que os outros prisioneiros terminaram de cumprir as suas penas e já foram libertados.

Jornalistas no Oriente Médio dizem que a libertação de prisioneiros palestinos é uma das questões fundamentais para o sucesso do plano de paz internacional para a região, apesar da medida não fazer parte do plano.

Há um período de 48 horas para que sejam feitas objeções legais à libertação dos prisioneiros, e então, caso não apareçam outros obstáculos, alguns ou todos os prisioneiros serão soltos, provavelmente na quarta-feira.

Segundo Nick Thorpe, correspondente da BBC em Jerusalém, mais palestinos poderão ser libertados nas próximas semanas.

Ainda segundo ele, grupos militantes palestinos como Hamas e Jihad Islâmica vão acompanhar de perto a libertação para saber quais de seus membros ficarão livres.

Atualmente, seis mil palestinos estão em prisões israelenses.

Violência

Apesar da aprovação da libertação dos prisioneiros, episódios de violência continuaram ocorrendo na região.

Um palestino foi morto nesta segunda-feira, quando, segundo autoridades em Israel, colocava uma bomba em uma estrada usada por forças israelenses perto da cidade de Tulkarém, na Cisjordânia.

Os soldados viram o homem perto da vila de Faron e o mataram.

No domingo, quatro israelenses – uma mulher e seus três filhos – ficaram feridos quando o carro deles caiu em uma emboscada de um atirador palestino, entre Jerusalém e a cidade de Belém, na Cisjordânia.

O grupo militante palestino Brigada dos Mártires de Al-Aqsa assumiu a responsabilidade pelo ataque.

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