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Fed aumenta pela 11ª vez seguida juros nos EUA | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Fed (Federal Reserve Bank), o Banco Central dos Estados Unidos, anunciou nesta terça-feira a 11ª elevação consecutiva da taxa de juros do país, que foi fixada em 3,75% ao ano. A elevação de 0,25 ponto percentual fez com que a taxa atingisse o seu mais alto patamar desde o ano 2001. Em uma nota, em que explicou sua decisão de aumentar os juros, o Fed disse que existe no momento uma preocupação com o possível aumento da inflação no país. O aumento dos preços dos combustíveis, reflexo da passagem do furacão Katrina pelo sul dos Estados Unidos e de seu impacto sobre as refinarias de petróleo da região do Golfo do México, seria um desses fatores inflacionários. "Gastos maiores com energia e outros (itens) têm o potencial de intensificar pressões inflacionárias", diz a mensagem. "Porém (...) as expectativas de inflação para o longo prazo permanecem restritas." Crescimento "A devastação generalizada na região do Golfo, o deslocamento associado da atividade econômica e o aumento dos preços de itens de energia indicam que o consumo, a produção e o emprego vão sofrer um retrocesso no curto prazo", diz a nota do Fed. Apesar da preocupação com o possível impacto do Katrina sobre o consumo, o principal motor da economia, analistas acreditam que a taxa de juros básica vai continuar crescendo nos Estados Unidos, atingindo um patamar de entre 4% e 5%. Este último aumento de 0,25 ponto percentual seria suficiente para manter os preços sob controle sem frear o crescimento da economia. A previsão de crescimento dos Estados Unidos para este ano é de entre 3,5% e 3%. |
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