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Greenspan alerta para protecionismo e déficit fiscal | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O presidente do Federal Reserve (Banco Central dos Estados Unidos), Alan Greenspan, afirmou nesta sexta-feira que o protecionismo comercial e os déficits orçamentários são as maiores ameaças à economia americana. "O desenvolvimento do protecionismo em relação ao comércio e a nossa relutância em pôr a política fiscal num caminho sustentável estão ameaçando o que pode ser o nosso mais valioso bem: a maior flexibilidade da nossa economia, que fomentou a nossa extraordinária resistência a choques", afirmou Greenspan a uma platéia de dirigentes de bancos centrais de várias partes do mundo. Para o presidente do Fed, que fez um balanço dos seus 18 anos no cargo, foi essa flexibilidade que permitiu que a economia suportasse o impacto da alta nos preços do petróleo e do gás natural nos últimos dois anos. Greenspan também alertou para o fato de o consumo nos Estados Unidos estar sendo em boa parte alimentado pela valorização imobiliária. "O que eles vêem como uma liquidez abundante pode desaparecer. Qualquer aumento de cautela dos investidores pode fazer os preços das casas e das ações caírem." Com uma economia forte, o Fed elevou dez vezes a taxa de juros básica no último ano, a fim de prevenir a inflação. Três anos de juros baixos, no entanto, estimularam um boom no setor imobiliário americano. Greenspan disse que "a história" não costuma ser bondosa em períodos que sucedem juros baixos. Combustível O presidente do Federal Reserve disse ainda que até agora a economia americana não sofreu o impacto da alta da gasolina. Apesar disso, o índice da Universidade de Michigan que mede a confiança do consumidor caiu para 89,1 pontos em agosto – contra 96,5 em julho – e muitos analistas atribuem a queda, maior do que a prevista, à alta da gasolina. Para o responsável pela área de investimentos da empresa de consultoria financeira Ryan, Beck & Co, Joseph Battipaglia, era inevitável que o alto preço do cobustível afetaria negativamente o sentimento do consumidor americano. Greenspan, de 79 anos, deve deixar a presidência do Fed em janeiro de 2006. Os principais índices da Bolsa de Nova York caíram nesta sexta-feira aparentemente por causa dos comentários de Greenspan e da divulgação da confiança do consumidor. |
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