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Atualizado às: 08 de outubro, 2004 - 19h17 GMT (16h17 Brasília)
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Criação de emprego nos EUA fica abaixo do esperado
Linha de produção da DaimlerChrysler
Emprego é uma das principais preocupações de americanos
Com 96 mil novos empregos em setembro, o crescimento do número de postos de trabalho nos Estados Unidos ficou abaixo da estimativa de 150 mil dos economistas.

O levantamento, que é o último antes das eleições presidenciais de novembro, deve esquentar o debate entre os candidatos presidenciais George W. Bush e John Kerry, que será realizado na noite desta sexta-feira.

Para o presidente americano, os resultados apontam uma recuperação contínua, mas o senador Kerry deve sugerir que Bush deve terminar seu mandato com uma perda líquida de empregos americanos.

"O veredicto está aí: com a perda de 1,6 milhão de empregos no setor privado durante seu mandato, o presidente Bush vai ser o primeiro presidente em 72 anos a encarar o eleitorado com uma economia que perdeu empregos sob sua vigilância", Kerry disse em um comunicado.

Pesquisas indicam que os empregos e a situação da economia estão no topo da lista das maiores preocupações dos eleitores, acima da guerra do Iraque.

Ajustes

A situação em setembro representa uma diminuição no ritmo de agosto, quando foram criados 128 mil postos de trabalho.

No entanto, na opinião da secretária americana do Trabalho, Elaine Chao, os números mostraram "o vigor e o poder de recuperação da economia e que o mercado de trabalho continua melhorando".

O Departamento do Trabalho, que divulgou a pesquisa, disse que o crescimento de setembro foi gerado por aumentos modestos em algumas indústrias de serviços.

Já o varejo registrou uma diminuição de 15 mil empregos por ajustes sazonais, confirmando recentes indicadores de uma queda no sentimento dos consumidores. Já a indústria de manufaturados fechou 18 mil postos.

Divergências

Os números do emprego são tema de discussões tanto de políticos quanto de economistas.

No primeiro semestre de 2004, a pesquisa mostrou que a economia americana tinha conseguido criar quase um milhão de empregos entre março e maio.

A Casa Branca apontou o crescimento como prova de que os cortes de impostos realizados pela administração Bush ajudou na recuperação da economia.

Os críticos, porém, afirmam que o crescimento médio até o momento – de 170 mil empregos por mês – não é suficiente nem para acompanhar o crescimento da população e também está aquém das previsões da Casa Branca de 320 mil postos de trabalho a mais por mês ao longo de 2004.

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