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Estados-chave dos EUA encerram registro eleitoral | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Terminou nesta segunda-feira o prazo dado a pessoas em 16 estados americanos – entre eles Ohio, Pensilvânia, Michigan e Flórida – para que elas se registrassem para votar nas eleições de dois de novembro. Os quatro estados são considerados decisivos nas eleições, e recentes pesquisas apontam que, neles, os dois candidatos estão praticamente empatados. Na Flórida, as autoridades eleitorais montaram uma grande operação nos últimos dias para registrar os eleitores, cadastrando os eleitores em bibliotecas, prédios municipais, e outros locais. Ativistas também foram às ruas pedir aos eleitores que se registrassem, especialmente os jovens – uma parcela da população que, tradicionalmente, participa menos no processo eleitoral americano. Células-tronco As primeiras estatísticas indicam que o esforço teria dado resultado: apenas na região de Miami, mais de 125 mil eleitores se registraram para votar neste ano até a semana passada, enquanto 79 mil o fizeram em 2000. Em todo o estado, o registro de eleitores teria aumentado em 20%. Em Ohio, quase 250 mil pessoas teriam se cadastrado. No entanto, nos Estados Unidos – onde o voto não é obrigatório – um alto número de eleitores registrados não significa, necessariamente, um alto comparecimento às urnas nas eleições. Ainda nesta segunda-feira, o candidato democrata à presidência dos Estados Unidos, John Kerry, colocou a polêmica sobre o uso de células-tronco em pesquisas no foco das atenções eleitorais. Em um evento no estado de New Hampshire, no nordeste dos Estados Unidos, o senador se comprometeu a apoiar esse tipo de pesquisas for eleito, e criticou o presidente americano, George W. Bush, por “sacrificar a ciência pela ideologia e fazer política com pessoas que precisam de cura”. “Neste momento, alguns dos tratamentos mais pioneiros poderiam estar nas nossas mãos – mas por causa da proibição das pesquisas com células-tronco, elas continuam além de nosso alcance.” Durante sua visita ao estado, Kerry também se encontrou com simpatizantes e defensores das pesquisas com células tronco, como o ator Michael J. Fox, portador do Mal de Parkinson. Bush O comitê de campanha de Bush respondeu às acusações de Kerry por meio de uma nota divulgada no site do candidato republicano. “John Kerry fez repetidas vezes um esforço para enganar a imprensa e o público (...) O presidente Bush lançou o primeiro financiamento na história dos Estados Unidos para pesquisas com células-tronco de embriões”, diz a nota. A mensagem continua, afirmando que é incorreto dizer que a medida, anunciada por Bush há cerca de três anos, é uma proibição, nem “limita ou restringe pesquisas com células-tronco”, embora o financiamento tenha “exigências éticas”. A pesquisa com células-tronco causa debates nos Estados Unidos, com grupos conservadores se opondo aos estudos com células que são retiradas de embriões. Outros defendem as pesquisas, citando que elas são um caminho promissor na busca da cura de doenças como o Mal de Parkinson.
O presidente Bush passou a segunda-feira no Estado de Iowa, onde o destaque foi a assinatura de sua quarta lei autorizando cortes nos impostos – o que, segundo ele, vai dar mais impulso à crescente economia”. A economia é o tema de mais uma propaganda de TV lançada pelo presidente. Nela, a campanha de Bush acusa “os liberais do Congresso” de aumentar os impostos para a população. “Eles votaram por um aumento nos impostos sobre a gasolina dez vezes. E por um aumento nos benefícios da previdência social. (E por) mais impostos para casais com filhos da classe média, 18 vezes”, diz o locutor na propaganda. Bush e Kerry abrem caminho para os candidatos a vice em suas chapas virarem o centro das atenções nesta terça-feira, quando se realiza o primeiro – e único – debate entre o republicano Dick Cheney e o democrata John Edwards. Segundo analistas americanos, a importância do debate presidencial aumentou depois que o primeiro debate entre Bush e Kerry mostrou ter grande influência nas pesquisas posteriores, favorecendo ao senador democrata. |
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