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Petróleo chega a US$ 46 e bate recorde em Londres | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo voltou a bater recorde de alta nesta segunda-feira. O barril do tipo Brent era cotado a US$ 46 em Londres. Durante o pregão na Ásia, o barril do petróleo cru americano custava US$ 49,36, 4 centavos abaixo do preço mais alto registrado no final de agosto. Os furacões que estão atingindo os Estados Unidos seriam as justificativas para as recentes altas, na avaliação do presidente da Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep), Purnomo Yusgiantoro. Mais cedo, ele disse que a oferta de petróleo no mercado era adequada e que o cartel não iria revisar suas cotas de produção. Os preços também foram pressionados com o receio dos investidores de que a instabilidade política na Nigéria pudesse cortar a produção de petróleo no país. Ivan Yusgiantoro, que também é ministro do Petróleo da Indonésia, questionou o significado do aumento do preço na Ásia, afirmando que "isso não é o preço da cesta da Opep, é o preço do petróleo cru americano". "Isso é por causa do furacão Ivan e outros problemas em outros lugares", disse. "Vamos esperar até o encontro no Cairo", ele adicionou, se referindo à próxima reunião da Opep marcada para dezembro. "Esse não é um problema de demanda e oferta. A oferta da Opep é suficiente." O furacão Ivan suspendeu, temporariamente, a produção de petróleo e as operações das refinarias no Golfo do México, reduzindo a produção diária da região. Desde lá, o Caribe e a costa sul dos Estados Unidos sofreram com a passagem de outra grande tempestade, a Jeanne. Iraque A produção de petróleo no Golfo do México estava 28% abaixo do seu nível diário normal no final da semana passada, segundo dados do Serviço de Administração de Minerais dos Estados Unidos. O Golfo do México produz, normalmente, 1,7 milhão de barris por dia. Após a passagem do furacão Ivan, cerca de 10 milhões de barris foram perdidos. O Ivan forçou o governo americano a tomar a rara decisão de liberar parte de seu estoque de óleo cru para as refinarias. Além dos fenômenos naturais, outros fatores levaram às altas recordes do petróleo neste ano, como o aumento da violência no Iraque e a forte demanda nos Estados Unidos e na China. A Opep concordou, no início deste mês, em Viena, em aumentar sua produção em 1 milhão de barris por dia para 27 milhões de barris. O cartel confirmou seu comprometimento em tentar manter o preço do barril do petróleo cru entre US$ 22 a US$ 28. |
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