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Petróleo encosta em US$ 49; alta deve continuar | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do barril do petróleo encostou em US$ 49 nas negociações após o fechamento do pregão em Nova York e, segundo uma pesquisa, ele continuará subindo na próxima semana. A expectativa de alta foi demonstrada por operadores de mercado em uma consulta feita pela Bloomberg. Dos 51 entrevistados pela agência de notícias, 32 deles, ou 63%, afirmaram que a escalada de preços deve continuar. Doze esperam que os preços caiam, e sete acham que haverá pouca mudança. "O petróleo a US$ 50 pode acabar se tornando uma previsão conservadora", disse Bill O'Grady, diretor da corretora americana A.G. Edwards & Sons, à Bloomberg. Oferta Na Bolsa de Mercadorias de Nova York (Nymex), o preço do barril de petróleo para entrega em setembro chegou a registrar um novo recorde de alta, US$ 48,98. Mas, na madrugada do horário local, o preço recuava 0,15 centavos de dólar para US$ 48,55. O preço do combustível vem registrando novos patamares históricos desde julho. Descontada a inflação, entretanto, o preço do petróleo ainda permanece abaixo da crise de 1979, durante a revolução iraniana. Se o preço de hoje fosse comparado ao da década de 80, o barril de petróleo cru estaria em mais de US$ 80. Vários fatores determinam o atual aumento de preços. O movimento é influenciado, por exemplo, por temores de que os confrontos no Iraque interrompam a produção de petróleo do país. Além disso, há a crise com a empresa russa Yukos, responsável por cerca de 2% da produção mundial. Os negociadores ainda acompanham os eventos políticos na Venezuela, quinto maior exportador do produto no mundo e responsável pelo fornecimento de 15% do petróleo importado pelos Estados Unidos. |
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