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Atualizado às: 10 de agosto, 2004 - 18h21 GMT (15h21 Brasília)
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Preço do petróleo bate recorde e passa dos US$ 45
Refinaria de petróleo
Vários fatores são apontados como os responsáveis pela alta
O preço do petróleo voltou a bater recordes nesta terça-feira e ultrapassou o patamar de US$ 45 por barril em meio à escalada da violência no Iraque.

Mas no final da manhã (horário de Brasília) o preço do petróleo cru para entrega em setembro já havia baixado para US$ 44,72 na Bolsa Mercantil de Nova York.

Entre as várias justificativas para a alta desta terça, está a interrupção da produção da Shell no Golfo do México por causa do mal tempo.

Na segunda-feira, uma das razões da forte alto foi a declaração da Southern Oil Company de que a empresa havia parado de bombear petróleo por "razões de segurança", após ameaças de atentados em Basra de militantes leais ao clérigo xiita Moqtada Al-Sadr.

Cerca de 1,8 milhão de barris, ou 90% das exportações do Iraque, passam pelo porto de Basra diariamente.

Outros fatores

Se a produção local não se normalizar, até o final da semana o mercado mundial perderá 1,5 milhão de barris de petróleo diários.

Insurgentes sabotaram refinarias e oleodutos durante períodos anteriores de distúrbios, prejudicando o fornecimento de petróleo de um país que controla a segunda maior reserva comprovada de petróleo no mundo, atrás apenas da Arábia Saudita.

Analistas afirmam que outros fatores, como a contínua incerteza sobre o futuro da gigante russa do petróleo Yukos, também vêm agitando o mercado do produto.

Há temores de que a Yukos, responsável por cerca de 2% da produção mundial, seja forçada a suspender sua produção por causa de uma disputa com o governo da Rússia, por conta de uma dívida bilionária da empresa com o fisco.

Nesta segunda-feira, um tribunal russo apoiou a alegação da Yukos de que oficiais de Justiça confiscaram injustamente alguns de seus bens, mas a notícia não tranqüilizou o mercado.

O referendo venezuelano do próximo domingo que decide se o presidente Hugo Chávez permanece no poder também inquietou o mercado, temeroso por uma possível interrupção na produção.

A Venezuela é o quinto maior produtor mundial de petróleo. A crise política de 2002 gerou uma alta mundial de preços.

Descontada a inflação, entretanto, o preço do petróleo permanece mais baixo do que os de 1979, durante a revolução iraniana.

Se o preço de hoje fosse comparado ao que ocorreu na década de 1980 o barril de petróleo cru estaria em mais de US$ 80.

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