|
Preço do petróleo bate recorde e passa dos US$ 45 | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O preço do petróleo voltou a bater recordes nesta terça-feira e ultrapassou o patamar de US$ 45 por barril em meio à escalada da violência no Iraque. Mas no final da manhã (horário de Brasília) o preço do petróleo cru para entrega em setembro já havia baixado para US$ 44,72 na Bolsa Mercantil de Nova York. Entre as várias justificativas para a alta desta terça, está a interrupção da produção da Shell no Golfo do México por causa do mal tempo. Na segunda-feira, uma das razões da forte alto foi a declaração da Southern Oil Company de que a empresa havia parado de bombear petróleo por "razões de segurança", após ameaças de atentados em Basra de militantes leais ao clérigo xiita Moqtada Al-Sadr. Cerca de 1,8 milhão de barris, ou 90% das exportações do Iraque, passam pelo porto de Basra diariamente. Outros fatores Se a produção local não se normalizar, até o final da semana o mercado mundial perderá 1,5 milhão de barris de petróleo diários. Insurgentes sabotaram refinarias e oleodutos durante períodos anteriores de distúrbios, prejudicando o fornecimento de petróleo de um país que controla a segunda maior reserva comprovada de petróleo no mundo, atrás apenas da Arábia Saudita. Analistas afirmam que outros fatores, como a contínua incerteza sobre o futuro da gigante russa do petróleo Yukos, também vêm agitando o mercado do produto. Há temores de que a Yukos, responsável por cerca de 2% da produção mundial, seja forçada a suspender sua produção por causa de uma disputa com o governo da Rússia, por conta de uma dívida bilionária da empresa com o fisco. Nesta segunda-feira, um tribunal russo apoiou a alegação da Yukos de que oficiais de Justiça confiscaram injustamente alguns de seus bens, mas a notícia não tranqüilizou o mercado. O referendo venezuelano do próximo domingo que decide se o presidente Hugo Chávez permanece no poder também inquietou o mercado, temeroso por uma possível interrupção na produção. A Venezuela é o quinto maior produtor mundial de petróleo. A crise política de 2002 gerou uma alta mundial de preços. Descontada a inflação, entretanto, o preço do petróleo permanece mais baixo do que os de 1979, durante a revolução iraniana. Se o preço de hoje fosse comparado ao que ocorreu na década de 1980 o barril de petróleo cru estaria em mais de US$ 80. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||