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Petróleo sobe com corte de vendas russas para China | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A gigante petroleira russa Yukos interrompeu suas exportações para a maior companhia de petróleo da China enquanto tenta sobreviver à condenação de pagar impostos bilionários atrasados. O movimento é o primeiro sinal concreto da interrupção do fornecimento de petróleo da companhia como resultado de seus problemas financeiros. Poderia também significar uma nova arrancada nos custos com energia por causa da crescente demanda da economia chinesa. No início do dia na Ásia, o preço do petróleo cru aumentou 30 centavos de dólar americano, chegando a US$ 45,89 (cerca de R$ 130), enquanto o petróleo cru do tipo Brent em Londres subiu 15 centavos, chegando a US$ 42,60 (mais de R$ 121). Congelamento A Yukos, que extrai um quinto do petróleo da Rússia, teve suas contas congeladas pelas autoridades do país, que cobram bilhões em impostos atrasados. A empresa também está proibida de vender seus bens para se adequar ao sistema tributário. Oficiais de justiça também ameaçaram tomar uma unidade de produção, a Yuganskneftegaz, como parte do processo fiscal. De acordo com o porta-voz da Yukos, a companhia exportava para a Companhia Nacional de Petróleo da China 400 mil toneladas de petróleo por mês ou, aproximadamente, 10 mil barris por dia. Outras 200 mil toneladas que vão todo mês para outra empresa chinesa, a Sinopec, continuam a ser enviadas "até agora", disse o porta-voz. Segundo a empresa, a decisão de suspender a maioria dos carregamentos foi resultado de problemas enfrentados para pagar os custos da exportação e das ferrovias depois que as contas bancárias foram congeladas. A companhia alertou durante semanas que a operação para obrigá-la a pagar US$ 3,4 bilhões (R$ 9,7 bilhões) em impostos retroativos a 2000 - possivelmente com a mesma quantia extendida para os próximos anos - levaria a um corte nos carregamentos. A operação é tida por muitos como uma reação às ambições políticas de seu fundador e ex-presidente Mikhail Khodorkovsky. Khodorkovsky está preso desde outubro do ano passado acusado de evasão fiscal. |
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