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Opep negocia aumento de produção de 1 milhão de barris | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) está discutindo nesta quarta-feira em Viena a possibilidade de aumento da produção mundial petrolífera. Antes do encontro, autoridades da Arábia Saudita e de outros países disseram que gostariam de ver um aumento no limite de produção da ordem de 1 milhão de barris de petróleo por dia. Em resposta ao aumento vertiginoso do preço internacional do petróleo, os membros da Opep já passaram a oferecer 2,5 milhões de barris adicionais diários ao mercado. Com os atuais preços da Opep negociados a mais de US$ 38 por barril, especialistas acreditam que o cartel deva aumentar a sua faixa de preços dos atuais US$ 22 a US$ 28 para uma banda que tenha uma média de US$ 30. Preços Na terça-feira, o barril de petróleo cru light fechou a uma cotação de US$ 44,39 em Nova York. Em Londres, o petróleo tipo brent atingiu US$ 41,87 por barril. Esses preços estão bem abaixo da marca dos US$ 50 atingida em agosto. Um novo aumento das cotas da Opep poderia reduzir ainda mais o preço. Alguns representantes na Opep advertem, porém, que uma autorização da organização para o aumento na produção poderia ter pouco efeito sobre os preços. Isso porque, tradicionalmente, os países já oferecem ao mercado uma produção acima da margem estabelecida pela organização. Hoje, essa produção adicional extra-oficial - que fica fora dos registros da Opep -é calculada em 2 milhões de barris diários. Ou seja, o aumento de 1 milhão de barris poderia significar apenas a inclusão desse volume no cálculo da organização. "Qualquer decisão não muda o mercado", disse o ministro das Minas e Energia da Venezuela, Rafael Ramirez. "O mercado está bem abastecido. A mudança seria cosmética." |
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