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Atualizado às: 19 de junho, 2004 - 13h19 GMT (10h19 Brasília)
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Brasil e Índia discutem opções para incrementar comércio

Lula em visita à Índia, em janeiro
Expectativa é aumentar fluxo de comércio em cinco vezes até 2010
Um acordo para agilizar o transporte entre Brasil e Índia e a criação de uma comissão para discutir o incremento do comércio entre aquele país e o Mercosul.

Essas propostas surgiram dos encontros e discussões que os dois países vêm mantendo e que se intensificaram nas últimas duas semanas, durante as pré-conferências da UNCTAD, realizadas no Rio de Janeiro (Rio Trade Week), e a Conferência das Nações Unidas para Comércio e o Desenvolvimento, com a "Reunião Empresarial Conjunta Brasil - Índia", em São Paulo.

O encontro foi uma espécie de evento paralelo à Conferência das Nações Unidas para Comércio e o Desenvolvimento e aconteceu na sede da Fiesp - em parceria com a Confederação Nacional da Indústria (CNI) e a Federação das Indústrias e Comércio da Índia (FICCI).

A reunião contou com a presença de empresários e representantes do governo dos dois países.

Expectativa

Brasil e Índia mantêm, atualmente, um fluxo de comércio da ordem de US$ 1,2 bilhão. Segundo o secretário-executivo da Câmara de Comércio Exterior (Camex), Mário Mugnaini Jr., a expectativa é que esse número aumente em pelo menos cinco vezes nos próximos seis anos.

Ele disse que, para o Brasil, a Índia é um mercado interessante do ponto de vista da indústria automobilística (carros e autopeças) e para a exportação de etanol - fornecimento de tecnologia. Na contrapartida, a Índia poderá oferecer serviços de informática, setor no qual detém alta tecnologia.

O encontro de representantes dos dois países rendeu ainda avanços numa possível cooperação entre os dois países na área social, principalmente em programas de combate a fome.

"O Brasil poderá vir a ser exportador de alimentos a custos baixos", afirmou Mugnaini.

Para que isso aconteça, existem algumas dificuldades a serem superadas. Entre elas, a tarifária. O Brasil e o Mercosul já praticam tarifas mais baixas (9,6% em média), enquanto a média da Índia fica em torno de 30%.

A distância entre os dois países é outro fator complicador.

Atualmente, é preciso viajar mais de 30 horas para sair de um país para o outro.

A proposta de melhorar a comunicação entre os dois países, segundo Mugnaini, poderá gerar um acordo para estabelecer linhas aéreas mais rápidas entre Brasil e Índia. Um assunto que será discutido e aprofundado no próximo semestre.

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