|
Investimento direto no Brasil subirá, diz consultoria | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os investimentos diretor estrangeiros devem voltar a crescer no Brasil e no resto do mundo a partir deste ano depois de três anos em queda, segundo estudo da consultoria Economist Intelligence Unit (EIU) divulgado nesta quinta-feira. A entrada de IDE no Brasil, porém, não deve voltar aos patamares registrados durante o boom desses investimentos no mundo, segundo a EIU. "Com crescimento vagaroso e privatizações modestas, os fluxos de IDE (no Brasil) devem continuar bem abaixo do pico do fim dos anos 1990", diz a consultoria. A EIU prevê que, neste ano, o Brasil deve receber US$ 13 bilhões, quase 30% a mais do que os US$ 10,1 bilhões de 2003. Os fluxos para o país crescem nos próximos anos, mas se estabilizam em US$ 15 bilhões em 2007 e 2008, de acordo com o estudo. Participação Em 2004, os fluxos de IDE no mundo devem crescer 30% em relação a 2003, atingindo US$ 755 bilhões. Em 2008, devem chegar a US$ 1,2 trilhão, perto do pico registrado em 1999 e 2000. No geral, segundo a consultoria, os emergentes devem se beneficiar dessa retomada dos IDE, mas a maior parcela vai para os países em desenvolvimento da Ásia. Em 2000 – último ano do ciclo anterior de expansão dos IDE –, o Brasil recebeu US$ 32,8 bilhões em investimento direto. Naquele ano, a parcela do Brasil representou 34,4% do total desses investimentos que entraram na América Latina, mas essa fatia vem encolhendo. Segundo a EIU, este ano, a parcela do Brasil nos IDEs destinados à região representará 21,8% e deverá cair gradualmente até chegar a 19% desse total em 2008. A consultoria cita a vulnerabilidade do Brasil aos choques externos, devido às grandes necessidades de financiamento do país, como uma das razões para a baixa atratividade. "Enquanto essa vulnerabilidade persistir, vai representar um impedimento potencial para empresas que consideram a possibilidade de investir no Brasil", diz o estudo. A EIU acrescenta nessa lista as incertezas regulatórias, o Custo Brasil e as incertezas sobre o desempenho macroeconômico em médio prazo. Mesmo assim, o Brasil deve continuar como o país latino-americano que mais recebe investimentos diretos, e um dos cinco emergentes que lideram esse ranking, junto com China, México, Rússia e Índia. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||