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Atualizado às: 27 de maio, 2004 - 20h53 GMT (17h53 Brasília)
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Economist Intelligence Unit prevê crescimento abaixo de 3% neste ano

Rua do centro de São Paulo
Projeções indicam crescimento medíocre
O crescimento no Brasil neste ano ficará em 2,9%, segundo projeções da consultoria britânica Economist Intelligence Unit (EIU), bem abaixo dos 3,5% previstos pelo governo.

De acordo com a EIU (consultoria do grupo que edita a revista Economist), a expansão da economia brasileira será de 3,2% em 2005 e 2,9% em 2006, último ano do atual mandato de Lula.

O cenário da consultoria vai até 2008 e mostra que, pelo menos até lá, o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) deve ficar em torno dos 3% ao ano, bem abaixo de outros emergentes e dos picos históricos de expansão da economia no país.

"O crescimento real do PIB (brasileiro) nos próximos cinco anos ficará contido pela necessidade de ajuste fiscal, devido ao peso do serviço da dívida", diz estudo da EIU divulgado nesta quinta-feira.

Rivais

O baixo crescimento será uma característica dos países emergentes latino-americanos de forma geral, com algumas exceções, segundo a EIU.

O Chile deve ter uma expansão superior a 4% ao ano até 2008.

A Argentina deve crescer 6% neste ano, mas a taxa anual de expansão cai nos anos seguintes, embora ainda se mantenha bem acima de 3%.

Já os países em desenvolvimento da Ásia devem registrar um crescimento muito mais acelerado, até mesmo entre os grandes emergentes e potenciais concorrentes do Brasil, como a Índia.

A consultoria prevê que a Índia vai crescer 7,3% em 2004, mantendo taxas anuais superiores a 7% até 2008.

A China continua a ser a estrela, com crescimento anual entre 8,7% e 7,7% de 2004 a 2008.

Comércio exterior

O estudo projeta também uma expansão das exportações brasileiras para os próximos anos.

Mesmo assim, a participação do Brasil no comércio mundial deve continuar estagnada, em torno do patamar de 1% do total das exportações do mundo, onde está há muitos anos.

Segundo a EIU, as exportações brasileiras devem crescer 7,9% neste ano, 6,3% em 2005, 5,8% em 2006, 5,1% em 2007, e 4% em 2008.

Já a participação do Brasil no total das exportações mundiais deve chegar a 0,97% neste ano, 0,93% em 2005 e 2006, 0,94% em 2007, e 0,95% em 2008.

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