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G-8 discutiu incluir China e Índia, diz Berlusconi | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O primeiro-ministro da Itália, Silvio Berlusconi, disse que o G-8 (grupo formado pelos sete países mais industrializados do mundo e a Rússia) discutiu, durante sua reunião de cúpula nesta quarta-feira, ampliar o grupo, incluindo dois países em desenvolvimento: a Índia e a China. A revelação, que não foi confirmada por outros oficiais do G-8, foi feita no mesmo dia em que o presidente da França, Jacques Chirac, disse o grupo precisa buscar um maior diálogo com os países em desenvolvimento. Segundo Chirac, assuntos econômicos de maior importância não deveriam ser discutidos pelo grupo sem o envolvimento de Brasil, China, Índia e África do Sul. O correspondente da BBC que acompanha a reunião de cúpula do G-8 nos Estados Unidos disse que as declarações indicam que há claro apoio, dentro do grupo, à idéia de que esses países em desenvolvimento precisam ser levados a sério no campo econômico. Nesta quinta-feira, no último dia do encontro de cúpula, os líderes do G-8 devem ter um encontro com o presidente Thabo Mbeki, da África do Sul, e com outros líderes africanos. A expectativa é que eles discutam questões econômicas relacionadas ao continente, como um possível perdão de parte das dívidas externas desses países. Livre comércio O G-8 divulgou nesta quarta-feira uma declaração sobre o comércio internacional, comentando as atuais negociações visando ao livre comércio – um assunto de particular interesse para o Brasil, que está envolvido em negociações comerciais com vários dos países do grupo.
A declaração se refere especificamente às negociações no âmbito da OMC, na chamada rodada de Doha. “Trabalhando em cooperação com outros membros da OMC, estamos determinados a avançar com rapidez para, antes do final de julho, concluir as bases em assuntos-chave”, diz a declaração. “Nós pedimos a todos os membros da ONU que trabalhem de forma construtiva e rapidamente de forma a podermos cumprir nossa meta comum na Agenda de Desenvolvimento de Doha.” No tocante à agricultura, a declaração cita especificamente o algodão – um produto que é tema de uma disputa entre os Estados Unidos e o Brasil na OMC. “O Algodão, um produto que preocupa nossos parceiros africanos, pode ser melhor abordado de forma ambiciosa como parte das negociações agrícolas, enquanto, ao mesmo tempo, se trabalha em temas relacionados ao desenvolvimento com as instituições financeiras internacionais”. |
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