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Líderes mundiais elogiam resolução do Iraque | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Os líderes de alguns dos sete países mais industrializados do mundo e da Rússia elogiaram nesta terça-feira a aprovação pela ONU da resolução sobre o Iraque, qualificando-a de um passo importante para o futuro do país. As declarações foram feitas no Estado americano da Geórgia no início da cúpula do G-8 (grupo formado por Rússia, Estados Unidos, Canadá, Itália, França, Grã-Bretanha, Japão e Alemanha), nesta terça-feira. O presidente americano, George W. Bush, disse que a aprovação do documento mostrou que os membros do Conselho de Segurança da ONU estão dispostos a trabalhar juntos em prol de um Iraque livre e em paz. “A resolução do Conselho de Segurança da ONU dá apoio ao governo interino, dá apoio a eleições livres e dá apoio à Força Multinacional (que está no país). Os Estados Unidos dão forte apoio à idéia de uma sociedade livre em meio ao ódio e à intolerância”, disse Bush. Por sua vez, o primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que a aprovação da resolução manda um recado para aqueles que tentam prejudicar o avanço da democracia no Iraque. "Aqueles que tentam frear esse processo, aqueles que continuam com o terrorismo e as mortes, eles precisam também saber que não é apenas o novo governo do Iraque que eles encaram, ou a força multinacional, ou os Estados Unidos ou a Grã-Bretanha, mas um mundo unido." Novo foco A reunião de cúpula do G-8 está acontecendo em meio a um forte esquema de segurança em uma ilha perto da cidade de Savannah. Um correspondente da BBC em Savannah Rob Watson disse que a aprovação da resolução dá um novo foco ao encontro e impulsiona os Estados Unidos, em seu esforço para obter apoio internacional para seu programa de reforma política no Oriente Médio.
O presidente Bush pretendia usar o encontro para discutir a democratização da região, mas, embora alguns líderes de países árabes convidados para a reunião tenham aceitado ir à Geórgia, Watson disse que os objetivos do encontro são modestos. Segundo o correspondente, os líderes do G-8 não querem ser vistos como interessados em ditar reformas no mundo islâmico. Também foram convidados para o encontro líderes africanos, que devem receber a oferta de um abatimento mais generoso de suas dívidas externas. Segurança reforçada O encontro é o segundo entre os líderes desde as desavenças motivadas pela operação militar liderada pelos Estados Unidos no Iraque. As autoridades americanas decidiram isolar a ilha onde acontece a cúpula em meio a temores de que a cúpula possa ser alvo de ataques extremistas. Apenas autoridades de alto escalão receberam credenciais que permitem acesso à ilha. A imprensa é mantida à distância, assim como manifestantes antiglobalização – uma presença constante em reuniões anteriores dos líderes do G-8. Cerca de 150 deles participaram de um protesto pacífico em Savannah nesta terça-feira – a mais de 100 km do local da cúpula. Barreiras de concreto, cercas de metal e bloqueios foram instalados perto e ao redor de prédios e nas principais vias, tanto nas ilhas quanto na área continental próxima ao encontro. Também foram mobilizados milhares de policiais e membros da Guarda Nacional, além de aeronaves militares, que estão vigiando o espaço aéreo. |
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