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ONU aprova resolução sobre Iraque por unanimidade | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Segurança da ONU aprovou por unanimidade a resolução sobre a transferência da soberania no Iraque proposta por Estados Unidos e Grã-Bretanha. O Brasil, que ocupa uma cadeira no Conselho de Segurança, e outros países que se opuseram à guerra no Iraque votaram a favor da resolução. Alguns desses países, como a França, haviam apresentado objeções a versões anteriores da resolução. O primeiro-ministro britânico, Tony Blair, disse que a aprovação da resolução é "um passo importante para o novo Iraque". Já o embaixador americano na ONU, John Negroponte, afirmou que a votação por unanimidade é "uma deminstração viva do grande apoio internacional a um Iraque unificado, pluralista, democrático e federal". Unanimidade Pouco antes, o presidente dos Estados Unidos, George W. Bush, já havia dito que esperava a unanimidade no voto. A declaração foi feita pouco antes do início de uma cúpula do G8, o grupo dos sete países mais industrializados do mundo, mais a Rússia. Antes da votação, o ministro do Exterior alemão, Joschka Fischer, expressou a esperança de que a decisão melhore a situação da segurança no Iraque. O ministro do Exterior francês, Michel Barnier, havia dito que algumas de suas reivindicações foram atendidas pelos Estados Unidos e pela Grã-Bretanha. Os franceses exigiam que o texto da resolução definisse as relações entre as tropas internacionais lideradas pelos americanos e o novo governo iraquiano. Sem detalhes Washington concordou em adicionar no texto uma menção que dirá que as forças vão "consultar" o governo interino do Iraque antes de grandes operações militares. Barnier disse que a França "gostaria de ter detalhes mais precisos no texto". Mas que "isso não impediria o voto positivo em Nova York para ajudar de forma construtiva a encontrar uma saída para essa tragédia". Segundo o embaixador americano na ONU, John Negroponte, seu país e a Grã-Bretanha se esforçaram para que a resolução retratasse os pontos de vista de todas as delegações no Conselho. Alemanha e Rússia, que estiveram ao lado da França na oposição às iniciativas americanas sobre o Iraque na ONU, também apoiaram a resolução. Brahimi Falando ao Conselho de Segurança na segunda-feira, o enviado especial da ONU ao Iraque, Lakhdar Brahimi, disse que levaria oito meses, a partir da formação do governo interino no Iraque, para que eleições com credibilidade pudessem ser realizadas no país. Brahimi disse que o trabalho das autoridades interinas precisa ser ampliado com a implantação de um Conselho Nacional. Tal Conselho seria escolhido em uma conferência nacional a ser formada por cerca de mil iraquianos. O enviado lembrou que o plano foi definido depois de ele ter visitado várias cidades e se encontrado com milhares de iraquianos para discutir o futuro do país. |
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