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Índia recebe Lula de olho na indústria bélica do Brasil
Comércio bilateral e cooperações estratégicas devem ocupar o topo da pauta das reuniões entre o presidente Luiz Inácio Lula da Silva e o primeiro-ministro da Índia, Atal Behari Vajpayee. A Índia já se mostrou interessada na indústria bélica brasileira, e os dois países já assinaram um acordo de defesa com o intuito de explorar as possibilidades de desenvolvimento conjunto de sistemas de vigilância aérea e de aeronaves. Em contrapartida, o Brasil parece estar de olho no conhecimento indiano de indústrias da informação, como desenvolvimento de software, biotecnologia e aeroespacial. O comércio bilateral entre os dois países vem crescendo nos últimos anos, e ultrapassou a marca de US$ 1 bilhão há dois anos. 'Aliados naturais' Um correspondente da BBC em Nova Délhi ressalta a atenção que está sendo dispensada ao presidente Lula, convidado especial para as comemoraçõe do dia da República na Índia, 26 de janeiro. Analistas afirmam que o Brasil e a Índia são aliados naturais, e que a necessidade de encurtar a distância entre as duas potências em desenvolvimento nunca foi tão grande. A aproximação entre Lula e Vajpayee começou no encontro do G-7 em Evian, França, no ano passado, e segundo analistas, ambos dividem os mesmos pontos de vista sobre questões como comércio internacional e desenvolvimento, bem como o meio ambiente e a reforma da ONU (Organização das Nações Unidas). Essa convergência foi posta à prova na reunião ministerial da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Cancún, no México, no ano passado. O governo brasileiro também apóia as intenções da Índia de conquistar uma cadeira permanente no Conselho de Segurança da ONU, onde o Brasil também tem ambições. |
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