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Visita de Lula causa problemas, diz jornal na Índia
Na Índia, o jornal Hindustan Times comenta as confusões protocolares sobre a visita de Lula ao país. Segundo o diário, o Brasil só avisou na quarta-feira que, além da comitiva presidencial, estaria levando outros convidados do Mercosul. O ex-presidente argentino Eduardo Duhalde e a ministra das Relações Exteriores do Paraguai, Leila Rachit, além de oficiais argentinos e uruguaios integram a comissão de Lula. O jornal diz que os diplomatas indianos esperavam uma visita bilateral e foram pegos de surpresa. A justificativa para a quebra de protocolo é que a presença de representantes das outras nações sul-americanas seria necessária para a assinatura do contrato de preferência tarifária. Segundo o jornal, foi um "samba" de última hora. Grã Bretanha O jornal financeiro britânico Financial Times diz que o Brasil vai oferecer garantias inéditas para atrair investidores privados. O jornal diz que esses investidores financiariam projetos de infra-estrutura e serviços públicos avaliados em mais de US$ 11 bilhões (mais de R$ 33 bilhões) no decorrer dos próximos quatro anos. Ao mesmo tempo em que aplaudem a medida, o jornal diz que os investidores estão preocupados se as garantias vão ser respeitadas. O editor de economia do jornal britânico The Guardian, Larry Elliot, assina um artigo no qual ele comenta a ausência de países como o Brasil e a China do Fórum Econômico Mundial de Davos, na Suiça. Para Elliot, isso é um sinal de que o evento falhou em desempenhar o necessário papel de tribuna para a discussão de assuntos de âmbito global, e que a divisão entre países ricos e pobres nunca foi tão visível. A consolidação do Fórum Social Mundial de Mumbai, segundo ele, pode fornecer a saudável competição que Davos necessita atualmente. O The Guardian também destaca, na primeira página, um rombo de £ 3 bilhões (quase R$ 16 bilhões) revelado no orçamento da Defesa. Segundo o diário britânico, é mais um golpe para o ministro da Defesa, Geoff Hoon, que enfrenta uma crise por conta das denúncias de que soldados britânicos estão morrendo por falta de equipamento adequado no Iraque. Iraque A guerra no Iraque também é destaque na imprensa alemã. O jornal Frankfurter Allgemeine Zeitung diz que o chanceler Gehard Schroeder espera voltar de sua viagem à Washington com a promessa de contratos para a reconstrução do país. O jornal diz que a mudança de postura vai reacender o debate no país sobre o envolvimento militar da Alemanha no Iraque, mas os simpatizantes do chanceler talvez aceitem a necessidade de adotar princípios mais flexíveis. Na Espanha, o jornal El Mundo rejeita a alegação do ministro da Defesa de que o guarda espanhol morto no Iraque foi vítima de um ato terrorista. “Julgando por testemunhas”, diz o jornal, “o ocorrido foi mais um tiroteio no estilo velho oeste do que o tipo de missão descrita pelo ministro.” Cristo e os judeus Em Israel, o jornal Haaretz destaca uma entrevista do presidente sírio, Bashar al- Assad, em que ele afirma que é possível obter a paz com o atual governo israelense. Assad, que nas últimas semanas vem se mostrando disposto a retomar as negociações, disse que mudanças internas em Israel não são um pré-requisito para o diálogo. E o jornal americano The New York Times destaca dois líderes judeus dos Estados Unidos, que assistiram o último filme de Mel Gibson, ainda inédito, "A paixão de Cristo". Para os dois, o filme é anti-semita e incendiário na maneira como retrata o papel dos judeus na morte de Cristo. Segundo um dos líderes judeus, Abraham Foxman, diretor da Liga-Antidifamação, o filme mostra que a culpa pela crucificação seria mais dos judeus do que dos romanos. Gibson nega as acusações de anti-semitismo. |
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