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Lula irá a festas e assinará acordos em visita à Índia
O presidente Luiz Inacio Lula da Silva chega à Índia na madrugada deste domingo (noite de sábado no Brasil) para uma visita oficial de cinco dias. Lula vai participar das cerimônias de comemoração do Dia da República, a mais importante festa nacional indiana, e também visitará o Taj Mahal. Além disso, o presidente, que lidera um país que enfrenta estagnação econômica e que acabou de promover uma reforma ministerial, vai encontrar o primeiro-ministro indiano, Atal Behari Vajpayee, que, embalado em uma onda de popularidade impulsionada por um forte crescimento econômico, deve convocar eleições antecipadas neste ano. A visita inclui ainda encontros com lideranças empresariais indianas e a assinatura de um acordo de redução de tarifas entre a Índia, que tem mais de 1 bilhão de habitantes, e o Mercosul. Pé na tabua Em contraste com o Brasil, onde ainda prevalece a estagnação, a economia indiana vem crescento a ritmo acelerado já há mais de uma década, com uma média de 6% ao ano. O mais recente indicador de crescimento econômico, relativo ao terceiro quadrimestre do ano passado, é ainda superior – 8,4%. O “milagre” econômico indiano é simbolizado sobretudo por áreas como a produção de software e outros setores de alta tecnologia. A Índia, apesar de ter uma renda per capita seis vezes inferior à do Brasil (segundo dados do Banco Mundial), possui um notável setor cientifico e muita mão-de-obra qualificada. O bom desempenho da economia no ano passado, porém, não se deve apenas ao setor da tecnologia da informação. “Também os servicos e a agricultura estão fazendo a economia crescer”, afirma o economista M. N. Chinai, presidente do Conselho de Desenvolvimento Econômico do Estado de Marahashtra. Confiança Chinai diz que a política econômica do governo dos anos 1990 ajudou a recuperar a confiança dos investidores, mas ainda há muito o que fazer. Ele cita, por exemplo, o excesso de burocracia como um dos problemas que ainda persistem no caminho dos empreendedores indianos. Ainda assim, os capitais estrangeiros estao entrando em volume cada vez maior, e as Bolsas de Valores apresentaram desempenhos recordes em 2003. Nesta semana, depois de um começo em baixa, a Bolsa de Mumbai chegou a um nível inédito desde 2000 após as agências de avaliação de risco Fitch e Moody’s terem melhorado a nota dos títulos do país.
Os jornais indianos todos os dias trazem reportagens sobre a iminente entrada de fábricas de automóveis, empresas de informática e outros tipos de companhias no país. Todo o crescimento é necessário porque a Índia ainda é um país muito pobre – estima-se que 25% da população não tenha o suficiente para se alimentar. A visita de Lula acontece num momento em que os dois países vêm se esforçando para estreitar suas relações. Junto com a África do Sul, eles formaram o G3, que tem o objetivo de pressionar por pautas de interesse dos países em desenvolvimento no cenário internacional. Diplomatas brasileiros e indianos atuaram juntos também na criação do G20, na reunião de Cancún da Organização Mundial do Comércio, no ano passado. |
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