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Atualizado às: 15 de junho, 2004 - 21h57 GMT (18h57 Brasília)
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Missão brasileira vai à China na semana que vem para discutir soja

Soja
A China é o maior importador de soja do mundo
O Brasil pediu ajuda ao Ministério do Comércio chinês para que os dois países consigam resolver o mais rapidamente possível o problema com carregamentos de soja brasileira para a China, que levantou um embargo a 23 empresas exportadoras brasileiras, mas esbarrou na burocracia.

Em um encontro nesta terça-feira, durante a 11ª Conferência das Nações Unidas para Comércio e Desenvolvimento, em São Paulo, o ministro do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior, Luiz Fernando Furlan, disse que pediu a intervenção do ministro-assistente de Comércio da China.

"Conversamos no sentido de termos o apoio do ministro para a solução de problemas que estão ocorrendo com alguns embarques de soja e ele se propôs a nos ajudar para que houvesse um espaço na agenda (do Ministério da Quarentena, responsável pelo embargo) ainda na quinta-feira à tarde, ou na sexta-feira", declarou o ministro brasileiro.

No entanto, depois do pronunciamento de Furlan, o Ministério da Agricultura informou que a missão teve que ser adiada para a semana que vem por motivos burocráticos.

Os vistos não seriam expedidos a tempo do embarque dos funcionários, que também precisam de um convite formal do governo chinês para receber permissão para a viagem.

Balança comercial

Depois de tentar minimizar o problema nesta segunda-feira, dizendo que o impacto da devolução de soja brasileira não é uma grande preocupação para a balança comercial deste ano, mas que pode ser um problema em 2005, Furlan reconheceu que o resultado de 2004 pode ser comprometido.

"Vai haver, sim, algum pequeno impacto na balança comercial, mas na área de commodities, principalmente no caso de soja, as empresas exportadoras utilizam largamente as bolsas de futuros. Então, todas as companhias fizeram vendas com 'hedge' (operação financeira que tem o objetivo de reduzir a exposição ao risco). Então, na hora da liquidação, mesmo que o preço tenha caído, os vendedores acabam assegurando um nível de remuneração adequado", avaliou o ministro do Desenvolvimento.

"Devemos levar isso em conta quando se calculam as perdas, porque, nas vendas futuras, você recebe uma parte em dinheiro na bolsa e a outra parte, do cliente. A nossa expectativa é de um comércio bilateral (com a China) de US$ 10 bilhões nos próximos tempos. Não vai acontecer neste ano, mas certamente acontecerá no ano que vem."

Furlan ressaltou ainda que, apesar deste "pequeno impacto", o governo trabalhava com números mais baixos no início do ano, antes de o preço da soja subir cerca de 40% no mercado internacional.

"Colhemos durante um período um benefício muito alto no preço de commodities como soja e aço, mas isso não deve influenciar de maneira negativa o todo do comércio exterior brasileiro no ano", declarou. "Não vamos rever nossas metas de exportação, pois sempre trabalhamos com alguma folga."

OMC

Furlan afirmou também que ainda não é hora de de levar o problema à Organização Mundial do Comércio (OMC).

"Não temos um caso para ser apresentado, temos uma situação momentânea que precisa ser melhor esclarecida. Só podemos pensar em OMC, no momento em tivermos certeza de que isso se constitui numa barreira e não no caso de uma situação ocasional como está sendo considerado por enquanto."

O Brasil propôs à China que fiscalize a soja antes mesmo do embarque, ainda em território brasileiro, para evitar o retorno de carregamentos. Segundo o Ministério da Agricultura, os custos dessa inspeção deve ser pago pelos exportadores brasileiros.

'Não acredito que essa proibição seja permanente, devemos olhar isso como um acidente de percurso", acrescentou.

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