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Decisão da OMC sobre algodão dos EUA agrada Brasil | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A Organização Mundial do Comércio (OMC) anunciou nesta segunda-feira que o Brasil estava certo ao contestar os subsídios concedidos pelos Estados Unidos aos seus produtores de algodão. O veredicto preliminar do painel de solução de controvérsias é confidencial, mas diplomatas brasileiros divulgaram o conteúdo da decisão, favorável ao Brasil. “Em geral, o painel da OMC está de acordo com a posição do Brasil”, disse o coordenador-geral de Contenciosos do Itamaraty, Roberto Azevêdo, de acordo com a agência de notícias Reuters. O Brasil acusa os Estados Unidos de quebrarem as regras internacionais de comércio ao concederem subsídios superiores aos níveis de 1992, como havia sido acordado. Subsídios Pelos acordos, os americanos poderiam conceder no máximo US$ 1,6 bilhão em subsídios aos produtores de algodão por ano. O Brasil argumenta que, entre 1999 e 2001, as ajudas aos cotonicultores americanos passaram este limite. Com isto, argumentam os brasileiros, a produção americana aumentou e os preços internacionais caíram. Os principais prejudicados teriam sido os produtores de algodão brasileiros e de países africanos como Burkina Fasso. Os americanos, que em 1996 produziam 24% de todo o algodão consumido no mundo, hoje controlam 37% do mercado mundial. |
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