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Europa quer 'comprar' apoio do Mercosul na OMC, diz 'Financial Times' | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Uma reportagem publicada nesta quarta-feira pelo jornal britânico Financial Times afirma que a União Européia planeja minar a oposição a sua política agrícola com a oferta de um acordo aos membros do Mercosul para "comprar" o apoio do bloco do Cone Sul nas negociações da Rodada de Doha da Organização Mundial do Comércio (OMC). De acordo com o jornal, a "artimanha" de garantir às exportações do Mercosul um acesso mais amplo ao mercado europeu foi planejada para enfraquecer a pressão pela redução das barreiras agrícolas na União Européia. A reportagem diz que a União Européia não revela o valor da "oferta inicial" ao Mercosul, mas afirma que negociadores indicam que a proposta será de cerca de um terço do total de concessões agrícolas que o bloco europeu pode oferecer aos países latino-americanos. O diário britânico descreve Brasil, Argentina, Paraguai e Uruguai como alguns dos "mais ferozes" adversários europeus nas negociações para a liberalização da agricultura. No entanto, a nova oferta, diz o Financial Times, pode provocar uma divisão no grupo de Cairns (formado por 18 exportadores agrícolas, incluindo membros do Mercosul) e no G-20 (grupo de países em desenvolvimento liderado por Brasil, Índia e África do Sul), que defendem uma reforma na política agrícola dos países desenvolvidos. Suicídios de caiovás Nos Estados Unidos, o jornal The Washington Post publica reportagem sobre uma série de suicídios entre os índios caiovás da reserva Bororó, em Dourados, no Mato Grosso do Sul. De acordo com o diário americano, três suicídios foram registrados na reserva de 4,5 mil índios desde o início do ano e os habitantes locais afirmam que, se o acesso a revólveres fosse mais fácil na região, o número seria ainda maior. "Nas planícies do Brasil central, o suicídio enfeitiça os jovens e os pobres, que não vêem nada no futuro, além de sofrimento e uma dor insuportável", diz o texto publicado no Washington Post. O repórter diz que os "caiovás freqüentemente atribuem os suicídios à magia negra", mas "líderes tribais, antropologistas, a polícia e um grande número de especialistas" afirmam que o desespero nesta e em outras reservas está relacionado a um "complexo elo" entre "falta de terras, deslocamentos e pobreza". Coalizão no Iraque Na Grã-Bretanha, parte da imprensa local afirma que a pressão dos últimos dias no Iraque provocou divergências na coalizão militar liderada pelos Estados Unidos. O jornal Guardian diz que a decisão de três países envolvidos na reconstrução do Iraque de recomendar que seus cidadãos deixem o país causou uma "crise de confiança". Já o Daily Telegraph afirma que há "divisões fundamentais" entre Grã-Bretanha e Estados Unidos sobre qual o objetivo a ser alcançado no Iraque. "Os Estados Unidos foram sérios (ao falar) sobre democracia", afirmou Michael Rubin, um americano que trabalhou para a coalizão, ao Telegraph. "Os britânicos menos". Outros jornais Na Rússia, a captura e seqüente libertação de três russos e cinco ucranianos no Iraque é o principal destaque da imprensa. "O seqüestro de três russos demonstrou como a Rússia se tornou vulnerável na era pós-Saddam", diz o Nezavisimaya Gazeta. A situação no Iraque também é o principal destaque da imprensa árabe nesta quarta-feira. "A lógica do uso excessivo da força não vai amedrontar os iraquianos, mas, ao invés disso, vai fazer com que eles continuem a confrontar (as tropas americanas)", diz um editorial do jornal Al-Bayan, dos Emirados Árabes Unidos. "O que está acontecendo (no Iraque) é uma derrota moral para a ocupação", diz um artigo publicado no jornal Al-Dustur, da Jordânia. |
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