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Atualizado às: 14 de abril, 2004 - 18h37 GMT (14h37 Brasília)
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Estratégia da UE para negociação com Mercosul é incerta
lavoura
Para Mercosul, agricultura é o principal nó das negociações comerciais
Ainda há dúvidas sobre qual é a estratégia e até que ponto a União Européia está disposta a ir nas propostas para o setor agrícola que fará ao Mercosul nos próximos dias.

Por um lado, alguns analistas acreditam que a intenção dos europeus é dividir o G-20 (o grupo de países em desenvolvimento que tem o Brasil como um dos líderes) nas negociações da Organização Mundial do Comércio (OMC) sobre o setor agrícola.

Para isso, a UE estaria disposta a oferecer vantagens que levariam o Mercosul a se aliar aos europeus, enfraquecendo a defesa do G-20 de maior abertura no comércio agrícola na organização de comércio.

No entanto, por outro lado, entre os negociadores brasileiros existe a desconfiança de que a oferta da UE para o fechamento de um acordo comercial com o Mercosul não será tão boa.

A desconfiança brasileira se baseia no fato de que a oferta inicial da UE foi muito tímida e os sinais obtidos até agora indicam que há pequenos avanços na proposta melhorada que será apresentada nos próximos dias.

"Alguns acham que a oferta melhorada da UE sequer justificará um acordo de livre comércio com o Mercosul, quanto mais uma mudança de posição na OMC", diz um especialista nas negociações entre Mercosul e UE.

A oferta da UE na área agrícola estaria limitada a um aumento de cotas de importação de produtos agrícolas importantes para o Mercosul, como carne, grãos e açúcar, segundo expectativa de negociadores latino-americanos.

Isso estaria muito aquém do fim dos subsídios que está em negociação na OMC.

"É preciso ver se a proposta da UE é um plano engenhoso ou apenas uma maquiagem", observa o especialista.

Caso essa previsão não se confirme e os europeus de fato apresentarem uma proposta vantajosa para o Mercosul, o Brasil vai se ver diante de um dilema político, pois é fundador e um dos principais líderes do G-20.

Para o país será difícil abandonar o grupo e as pressões nas negociações da OMC.

A criação do G-20 é uma das estratégias mais caras da política externa brasileira.

A possibilidade de que a UE queira enfraquecer o G-20, oferecendo propostas mais vantajosas ao Mercosul, seria um sinal de que o grupo tem maior poder de pressão do que os próprios europeus suspeitavam.

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