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Europa admite discutir fim de subsídios agrícolas | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O comissário europeu para Agricultura, Franz Fischler, disse nesta segunda-feira em Genebra que a o bloco está pronto para discutir a eliminação dos subsídios sobre exportação de todos os produtos agrícolas. Em uma entrevista coletiva durante a abertura das negociações sobre agricultura na sede da Organização Mundial do Comércio (OMC), em Genebra, Fischler lembrou que, no ano passado, a União Européia pediu aos países em desenvolvimento para fornecer uma lista de produtos específicos sobre os quais eles queriam que fossem retirados os subsídios. "Caiu sobre eles a responsabilidade de decidir em quais produtos estão interessados, e se eles disserem 'todos', vamos ter que debater cada caso", afirmou Fischler. As conversas em Genebra têm como objetivo mobilizar as estagnadas negociações em torno da liberalização multilateral do comércio, lançadas em novembro de 2001 na capital do Catar, Doha. Rodada de Doha A rodada de Doha, como ficou conhecida, foi paralisada na última reunião ministerial, em junho de 2003, no México, quando os países em desenvolvimento criticaram duramente a questão da derrubada dos subsídios agrícolas pelos Estados Unidos e pela União Européia, aos mesmo tempo em que os europeus insistiam em ampliar a agenda. Os países que pedem o fim dos subsídios acreditam que eles prejudicam o comércio e tornam impossível para seus fazendeiros competir nos mercados globais. Fischler também exigiu "total paralelismo" nos cortes de subsídios e ajudas ao setor agrícola. Os países que formam o G-20, liderados pelo Brasil, China e África do Sul, querem manter ajuda à agricultura familiar nos países em desenvolvimento. Quanto ao acordo regional de livre comércio entre a União Européia e Mercosul, Fischler disse acreditar que progressos serão feitos para que o acordo possa ser fechado em maio, no México. Mas assegurou que não houve mudança de prioridades e que acordos regionais não viraram prioridade. "Nossa prioridade absoluta continua sendo a Rodada de Doha", afirmou. |
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