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Atualizado às: 31 de março, 2004 - 02h35 GMT (22h35 Brasília)
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Brasil ganha apoio por mudança em regra do FMI

Guido Mantega (Foto: Agência Brasil)
Mantega conseguiu apoio de onze países para a Carta de Lima
Onze países assinaram nesta terça-feira na capital peruana, durante a 45ª reunião anual do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), a Carta de Lima, de apoio ao pedido do Brasil de modificar a maneira como os investimentos são contabilizados pelo Fundo Monetário Internacional (FMI).

“Todos os países que foram contatados assinaram”, disse o ministro do Planejamento, Guido Mantega. Mas ele disse que não conseguiu falar com todos os representantes dos países latino-americanos por falta de tempo.

Assinam o documento os representantes da Argentina, Bolívia, Brasil, Chile, Colômbia, Equador, México, Paraguai, Peru, Uruguai e Venezuela.

O documento diz que a maioria dos países latino-americanos fez importantes ajustes que reduziram os gastos com custeio nos últimos anos, mas também resultaram na limitação dos investimentos públicos - o que compromete o crescimento do PIB a médio prazo.

Crescimento

“Precisamos de investimento em infra-estrutura para crescermos e sermos capazes de reduzir a relação dívida PIB”, disse Mantega numa concorrida entrevista coletiva, junto com o ministro da Fazendo do Peru, Pedro Pablo Kucynski, e representantes dos outros países que assinaram o documento.

Eles também fizeram questão de falar que continuam comprometidos com a responsabilidade fiscal e com o controle dos gastos com custeio.

A Carta de Lima será apresentada na reunião anual do FMI e do Banco Mundial, em Washington, daqui a duas semanas, para tentar convencer a instituição a mudar os critérios de contabilidade de investimentos.

Atualmente, esses investimentos são contabilizados como gastos, como se fossem gastos de custeio. “Essa contabilidade não favorece os investimentos do Estado”, disse Mantega. Segundo ele, os países desenvolvidos seguem o modelo que está sendo agora pleiteado pelos latino-americanos.

Segundo Mantega, o BID tem US$ 3 bilhões em projetos já aprovados que o governo brasileiro não pode sacar para não comprometer o superávit primário acertado com o FMI.

As restrições também têm feito com que o Bid não consiga repassar todos os recursos disponíveis. De acordo com o documento, em 2002, o banco só emprestou 60% do orçamento de projetos aprovados. No ano passado, essa parcela caiu para 30%.

Um grupo ainda maior, de 18 países, assinou uma carta que será enviada ao ministro da Fazenda da República da Irlanda, Charlie McCreevy, pedindo que a União Européia indique o nome do ministro da Economia da Espanha, Rodrigo Rato, para o cargo de diretor-gerente do FMI.

Rato esteve em Lima e se manifestou de forma favorável à mudança pedida pelos membros latino-americanos do BID.

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