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Atualizado às: 09 de janeiro, 2004 - 22h01 GMT (20h01 Brasília)
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Presos no caso Parmalat já são nove
Giovani Bonici
A polícia quer investigar Bonici sobre as operações financeiras no caribe

O ex-diretor da Parmalat da Venezuela se tornou a nona pessoa a ser presa dentro das investigações sobre o escândalo da Parmalat.

Giovanni Bonici foi preso em Parma depois de viajar da Venezuela para a Itália.

O advogado de Bonici, Antonino Tuccari, disse que o executivo vai ser interrogado pela polícia no sábado.

Ele deverá responder a perguntas sobre o tempo em que dirigiu a Bonlat, uma unidade nas Ilhas Cayman que, suspeita-se, desviou fundos da Parmalat.

Em uma carta enviada a repórteres em Caracas, Bonici disse que deixava temporariamente o posto para "confrontar a desagradável situação ligada a irregularidades cometidas no exterior por funcionários da companhia transnacional".

Bonici negou ter cometido qualquer irregularidade.

Milão

A polícia italiana realizou buscas nos escritórios de Milão do Bank of América, como parte das investigações sobre o escândalo da Parmalat.

Os investigadores na Itália e em outros países estão tentando recriar o pano de fundo do colapso da Parmalat, que era, até recentemente, uma das empresas mais admiradas da Europa.

O fundador da companhia, Calisto Tanzi, está preso no momento acusado de falsificar as contas da empresa durante muitos anos.

O grupo pediu concordata em dezembro após declarar que pelo menos US$ 10 bilhões (cerca de R$30 bilhões) teriam sumido de suas contas.

A polícia havia divulgado uma lista de seis altos-executivos da Parmalat que vão ser interrogados.

O escândalo cresceu nos últimos dias, e agora 25 pessoas são consideradas suspeitas.

O escândalo aumenta

As ramificações do escândalo atingem agora os auditores e conselheiros da Parmalat à medida que os promotores e auditores financeiros querem entender como a complexa rede fraudulenta que desviou dinheiro e escondeu dívidas foi construída.

O colapso da Parmalat começou quando o Bank of America negou conhecer algumas contas das Ilhas Cayman, que segundo os registros da Parmalat, guardariam mais de $3.9 bilhões (quase R$ 14 bilhões).

A polícia italiana identificou na quinta-feira um ex-executivo do banco, Luca Sala, como alguém que eles gostariam de interrogar.

Os papéis do Bank of America e do banco americano Citygroup como assessores financeiros também estão sendo checados.

Sobrevivência

O contadores Deloitte & Touche já foram questionados na quinta-feira, e a firma de contabilidade Grant Thorton International buscou se proteger do escândalo ao romper com uma afiliada italiana que lidou com alguns negócios da Parmalat.

A administração da Parmalat vem se esforçando para salvar o que for possível da empresa.

A maior parte dos seus negócios é baseada em laticínios e vai bem.

Acredita-se no entanto, que o grupo terá que ser desmembrado para estabilizar as suas finanças.

O processo administrativo que cobre agora toda a empresa a protege consideravelmente dos credores.

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