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Presos no caso Parmalat já são nove
O ex-diretor da Parmalat da Venezuela se tornou a nona pessoa a ser presa dentro das investigações sobre o escândalo da Parmalat. Giovanni Bonici foi preso em Parma depois de viajar da Venezuela para a Itália. O advogado de Bonici, Antonino Tuccari, disse que o executivo vai ser interrogado pela polícia no sábado. Ele deverá responder a perguntas sobre o tempo em que dirigiu a Bonlat, uma unidade nas Ilhas Cayman que, suspeita-se, desviou fundos da Parmalat. Em uma carta enviada a repórteres em Caracas, Bonici disse que deixava temporariamente o posto para "confrontar a desagradável situação ligada a irregularidades cometidas no exterior por funcionários da companhia transnacional". Bonici negou ter cometido qualquer irregularidade. Milão A polícia italiana realizou buscas nos escritórios de Milão do Bank of América, como parte das investigações sobre o escândalo da Parmalat. Os investigadores na Itália e em outros países estão tentando recriar o pano de fundo do colapso da Parmalat, que era, até recentemente, uma das empresas mais admiradas da Europa. O fundador da companhia, Calisto Tanzi, está preso no momento acusado de falsificar as contas da empresa durante muitos anos. O grupo pediu concordata em dezembro após declarar que pelo menos US$ 10 bilhões (cerca de R$30 bilhões) teriam sumido de suas contas. A polícia havia divulgado uma lista de seis altos-executivos da Parmalat que vão ser interrogados. O escândalo cresceu nos últimos dias, e agora 25 pessoas são consideradas suspeitas. O escândalo aumenta As ramificações do escândalo atingem agora os auditores e conselheiros da Parmalat à medida que os promotores e auditores financeiros querem entender como a complexa rede fraudulenta que desviou dinheiro e escondeu dívidas foi construída. O colapso da Parmalat começou quando o Bank of America negou conhecer algumas contas das Ilhas Cayman, que segundo os registros da Parmalat, guardariam mais de $3.9 bilhões (quase R$ 14 bilhões). A polícia italiana identificou na quinta-feira um ex-executivo do banco, Luca Sala, como alguém que eles gostariam de interrogar. Os papéis do Bank of America e do banco americano Citygroup como assessores financeiros também estão sendo checados. Sobrevivência O contadores Deloitte & Touche já foram questionados na quinta-feira, e a firma de contabilidade Grant Thorton International buscou se proteger do escândalo ao romper com uma afiliada italiana que lidou com alguns negócios da Parmalat. A administração da Parmalat vem se esforçando para salvar o que for possível da empresa. A maior parte dos seus negócios é baseada em laticínios e vai bem. Acredita-se no entanto, que o grupo terá que ser desmembrado para estabilizar as suas finanças. O processo administrativo que cobre agora toda a empresa a protege consideravelmente dos credores. |
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