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Atualizado às: 09 de janeiro, 2004 - 02h18 GMT (00h18 Brasília)
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Crise na Parmalat deve levar à venda do time do Parma
A investigação sobre as irregularidades da Parmalat está se ampliando

Um porta-voz do Ministério da Indústria da Itália anunciou nesta quinta-feira que a equipe de futebol italiana do Parma, que é controlada pela multinacional italiana Parmalat, será colocada à venda no final da atual temporada do campeonato italiano.

Segundo a agência de notícias Reuters, o porta-voz disse que alguns jogadores da equipe podem ser disponibilizados imediatamente para transferências, como forma de ajudar a pagar as dívidas do time.

Nesta sexta-feira, os acionistas da Parmalat devem participar de uma reunião, em que devem ser discutidos os planos para o futuro do time.

O Parma pode ser o primeiro bem controlado pela Parmalat a ser vendido depois que a empresa pediu concordata, no mês passado.

Auditoria

A Reuters informou que o atacante brasileiro Adriano, do Parma, estaria próximo de fechar um acordo que possibilitará sua transferência para a Inter de Milão.

Outro destaque do time, o meia da seleção japonesa Hidetoshi Nakata, foi recentemente emprestado pelo Parma ao time do Bologna.

Nesta quinta-feira, mais três pessoas passaram a ser investigadas no inquérito que apura as causas do rombo nas contas da multinacional.

Dois dos novos suspeitos de cometer irregularidades são sócios da filial da Itália da empresa de auditoria americana Deloitte & Touche, que analisou contas da Parmalat.

Uma terceira pessoa, um ex-funcionário do banco americano Bank of America, trabalhou como consultor para a multinacional.

Com mais essas pessoas, subiu para 25 o número de investigados no inquérito.

Oito dessas pessoas estão presas, entre elas o fundador e ex-presidente da Parmalat, Calisto Tanzi.

Dispensada

A Parmalat decidiu nesta quinta-feira dispensar os serviços da Deloitte & Touche, depois que surgiram alegações que a empresa poderia estar envolvida em irregularidades.

Também nesta quinta-feira, uma outra empresa de consultoria que prestou serviços à Parmalat, a Grant Thornton, decidiu expulsar da empresa a sua filial italiana.

A Parmalat, que pediu concordata depois de ter sido descoberto um rombo de cerca de US$ 5 bilhões em suas contas, pode ter usado vários bancos internacionais de investimentos em negócios irregulares.

A suspeita levou os investigadores do caso a se encontrarem na quarta-feira com representantes do Citigroup, um dos principais grupos bancários internacionais que operavam com a firma.

Paralelamente, as autoridades de Luxemburgo, um pequeno país europeu, anunciaram a abertura de uma investigação sobre supostas atividades de lavagem de dinheiro praticadas pela Parmalat.

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