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Atualizado às: 30 de dezembro, 2003 - 10h21 GMT (08h21 Brasília)
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Agência dos EUA acusa Parmalat de fraude 'descarada'
Produtos da Parmalat
A Parmalat emprega 36 mil pessoas em vários países

A Parmalat foi acusada de fraude "descarada" pela SEC, a comissão federal responsável pela regulação do mercado financeiro americano.

A entidade afirmou que a empresa italiana enganou investidores ao lhes vender debêntures (títulos privados para captar dinheiro).

Segundo a SEC, a empresa italiana ofereceu US$ 100 milhões em debêntures aos investidores americanos enquanto disfarçava sua verdadeira situação financeira.

A entidade acusa a Parmalat de ter mentido ao dizer ter usado seu dinheiro para rolar US$ 3,6 bilhões de sua dívida.

Para a SEC, as atitudes da empresa italiana levaram a "uma das maiores e mais descaradas fraudes financeiras corporativas da história".

Prisão

Na segunda-feira, o fundador e ex-presidente da Parmalat, Calisto Tanzi, admitiu ter desviado cerca de US$ 624 milhões da empresa.

Tanzi está preso em Milão desde sábado à noite.

Acredita-se que cerca de 20 pessoas, entre elas Tanzi, possam ser indiciadas por participação em um esquema de fraude que levou a Parmalat a pedir concordata, após registrar um rombo de aproximadamente US$ 5 bilhões em suas contas.

De acordo com a imprensa italiana , o ex-presidente da empresa poderia ser acusado pelos crimes de manipulação do mercado e de falência fraudulenta, entre outros.

Dez anos

Durante a semana passada, representantes dele vinham insistindo que o empresário não havia desviado dinheiro da empresa.

"Nenhum dinheiro desapareceu, (havia) apenas bens não-existentes", explicou um dos advogados do empresário, Michele Ributti.

Documentos apresentados à Justiça no fim de semana, contudo, indicavam que o ex-presidente da Parmalat havia se apropriado indevidamente de até US$ 995 milhões nos últimos dez anos.

Um ex-diretor financeiro da empresa, Fausto Tonna, teria revelado investigadores de que as fraudes na empresa teriam começado no final dos anos 80.

Ações

A Parmalat foi declarada oficialmente insolvente neste sábado e, nesta segunda-feira, os negócios com ações da empresa na bolsa de valores de Milão foram suspensos "indefinidamente".

A empresa está sendo controlada por um administrador apontado pelo governo italiano com a missão de manter a Parmalat operando e pagando seus fornecedores.

Duas equipes de investigadores italianos agora estão revisando os livros de registro da companhia, para tentar descobrir como ela conseguiu manter seus negócios baseados em documentos supostamente falsos.

A empresa de auditoria Grant Thornton, responsável por analisar a situação financeira da Parmalat e algumas de suas subsidiárias desde 1990, teria aberto uma investigação interna sobre o caso.

A Grant Thornton tem até agora insistido que seus funcionários agiram corretamente, mas teriam tido acesso a informações incorretas.

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