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Parmalat pede concordata
A Parmalat anunciou o pedido de concordata da empresa sob as novas leis administrativas do governo italiano. Duas equipes de investigadores vão analisar os balanços da companhia a fim de identificar como a empresa teria conseguido falsificar documentos bancários. Cerca de 20 executivos podem ser processados, inclusive o ex-presidente e fundador da Parmalat, Calisto Tanzi. O pedido de concordata é uma tentativa de encontrar uma solução para a crise financeira da companhia. Comissário De acordo com a legislação italiana, um comissário especial será apontado para estabelecer um plano para salvar a empresa, cuja dívida, segundo algumas estimativas, pode passar de US$ 10 bilhões. O futuro administrador pode sugerir que a Parmalat seja dividida em partes menores que seriam colocadas à venda, ou seguir outra alternativa para resolver seus problemas financeiros. Em concordata, a companhia ganha um prazo sem a necessidade de pagar as suas dívidas, enquanto passar por uma reestruturação. A medida era tida como praticamente certa depois do lançamento de uma investigação criminal sobre a Parmalat. A Parmalat é a maior empresa do setor alimentício do país, e compra, sozinha, 8% da produção de leite do país.
Muitos produtores de leite já pararam de fornecer à Parmalat – uma medida que pode fazer com que faltem laticínios em algumas regiões do país. Na semana passada, a empresa já deixou de pagar a primeira parcela de uma dívida com seus parceiros no Brasil. Falsificação de dados O ex-presidente e fundador da Parmalat, Calisto Tanzi, está sendo investigado por fraude, depois que a empresa admitiu, na sexta-feira, o rombo bilionário em suas finanças. Tanzi renunciou na semana passada como diretor da companhia. Além de Tanzi, outros três ex-funcionários do alto escalão da empresa, que trabalhavam como diretores financeiros, também estão sendo investigados. Nesta segunda-feira, um promotor italiano acusou a Parmalat de falsificar dados em suas contas. "Os casos de falsa contabilidade são bastante óbvios", disse Angelo Curto à agência de notícias Reuters. Enron O caso Parmalat já está sendo descrito como "Enron da Europa", em referência à gigante de energia americana que em 2001 foi alvo de um escândalo em suas contas, sacudindo o mundo das grandes corporações. A nova equipe de gerenciamento da empresa já havia anunciado que tentará fazer com que a companhia continue funcionando. Ainda nesta terça-feira, o governo da Itália aprovou uma emenda à legislação do país para tentar salvar a multinacional da falência e evitar uma crise na indústria de laticínios do país. |
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