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Fundador da Parmalat é investigado
O fundador da multinacional italiana Parmalat, Calisto Tanzi, está sendo investigado por fraude depois que a empresa admitiu um rombo de quase US$ 5 bilhões em suas finanças. Tanzi renunciou na semana passada como diretor da companhia que emprega mais de 35 mil pessoas em 30 países. Nesta terça-feira, o governo italiano e diretores da empresa se reunirão para discutir o futuro da Parmalat. O caso Parmalat já está sendo descrito na Europa como "Enron da Europa", em referência à gigante de energia americana que em 2001 foi alvo de um escândalo em suas contas, sacudindo o mundo das grandes corporações. O primeiro-ministro italiano, o magnata Silvio Berlusconi, afirmou, no entanto, que intercederá para salvar a Parmalat. Mas nenhum projeto ainda foi apresentado pelo governo italiano. "Administração controlada" A nova equipe de gerenciamento da empresa anunciou que tentará fazer com que a companhia continue funcionando. De acordo com informações da imprensa italiana, a empresa pode propor a "administração controlada" como forma de evitar pedidos de falência por parte de seus credores. Essa é uma alternativa da lei italiana que daria à empresa um fôlego de até dois anos para administrar e equacionar as suas dívidas. Sob a proteção dessa lei, os credores não poderiam pedir a falência da Parmalat, algo que seria possível dado que a empresa não tem conseguido honrar compromissos financeiros desde a semana passada. A Parmalat declarou que possuía cerca de 4 bilhões de euros (quase US$ 5 bilhões) paralisados em contas nas ilhas Cayman. No entanto, revelou-se na semana passada que o Bank of America afirmou que essas contas não existem. Há rumores na imprensa de que o rombo financeiro da empresa pode ser muito maior e passar dos 7 bilhões de euros. A Parmalat funciona também no Brasil. No caso do Brasil, a crise já tem tido um impacto direto: a Parmalat internacional deixou de pagar na semana passada uma parcela da dívida de US$ 400 milhões que tem com credores no país. A dívida de refere a uma recompra da ações feita pela empresa. Além disso, a subsidiária brasileira estaria enfrentando problemas para pagar seus credores. |
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