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Atualizado às: 22 de dezembro, 2003 - 12h12 GMT (10h12 Brasília)
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Parmalat busca alternativas para evitar falência
Parmalat em perigo
A empresa tem dívidas com os parceiros brasileiros

A nova equipe de gerenciamento da multinacional Parmalat tenta nesta segunda-feira encontrar uma saída para fazer com que a companhia continue funcionando, apesar da profunda crise financeira revelada na semana passada.

De acordo com informações da imprensa italiana, a empresa pode propor a "administração controlada" como forma de evitar pedidos de falência por parte de seus credores.

Essa é uma alternativa da lei italiana que daria à empresa um fôlego de até dois anos para administrar e equacionar as suas dívidas.

Sob a proteção dessa lei, os credores não poderiam pedir a falência da Parmalat, algo que seria possível dado que a empresa não tem conseguido honrar compromissos financeiros desde a semana passada.

A Parmalat declarou que possuía cerca de 4 bilhões de euros (quase US$ 5 bilhões) paralisados em contas nas ilhas Cayman.

No entanto, revelou-se na semana passada que o Bank of America afirmou que essas contas não existem.

Fontes do jornal Financial Times dizem nesta segunda-feira que o rombo financeiro da empresa pode ser muito maior e passar dos 7 bilhões de euros.

Há suspeitas de que o buraco seria resultado de uma fraude financeira que, se comprovada, seria comparável ao caso do escândalo da americana Enron.

A Parmalat tem cerca de 35 mil funcionários nos 30 países nos quais atua, incluindo o Brasil.

No caso do Brasil, a crise já tem tido um impacto direto: a Parmalat internacional deixou de pagar na semana passada uma parcela da dívida de US$ 400 milhões que tem com credores no país. A dívida de refere a uma recompra da ações feita pela empresa.

Além disso, a subsidiária brasileira estaria enfrentando problemas para pagar seus credores.

Nesta segunda-feira, vence uma segunda parcela da dívida pela recompra das ações, mas a companhia não se manifesta sobre o assunto e não revela se irá pagar a dívida.

No sábado, o governo da Itália afirmou que resgatará a Parmalat, com o objetivo de salvar os empregos da empresa, pelo menos no país – a companhia tem 4 mil empregados na Itália.

No entanto, nenhum projeto específico foi anunciado pelo governo italiano.

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