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Ex-presidente da Parmalat admite ter desviado fundos
O ex-presidente da Parmalat, Calisto Tanzi, admitiu ter desviado cerca de US$ 624 milhões da empresa, segundo informou nesta segunda-feira seu advogado. Tanzi fez a revelação durante depoimento à polícia em Milão, onde ele foi preso no sábado à noite. Acredita-se que cerca de 20 pessoas, entre elas Tanzi, possam ser indiciadas por participação em um esquema de fraude que levou a Parmalat a pedir concordata, após registrar um rombo de aproximadamente US$ 5 bilhões em suas contas. De acordo com a imprensa italiana , o ex-presidente da empresa, que permanece sob custódia policial, poderia ser acusado pelos crimes de manipulação do mercado e de falência fraudulenta, entre outros. Dez anos Durante a semana passada, representantes dele vinham insistindo que o empresário não havia desviado dinheiro da empresa. "Nenhum dinheiro desapareceu, (havia) apenas bens não-existentes", explicou um dos advogados do empresário, Michele Ributti. Documentos apresentados à Justiça no fim de semana, contudo, indicavam que o ex-presidente da Parmalat havia se apropriado indevidamente de até US$ 995 milhões nos últimos dez anos. Um ex-diretor financeiro da empresa, Fausto Tonna, teria revelado investigadores de que as fraudes na empresa teriam começado no final dos anos 80. Ações A Parmalat foi declarada oficialmente insolvente neste sábado e, nesta segunda-feira, os negócios com ações da empresa na bolsa de valores de Milão foram suspensos "indefinidamente". A empresa está sendo controlada por um administrador apontado pelo governo italiano com a missão de manter a Parmalat operando e pagando seus fornecedores. Duas equipes de investigadores italianos agora estão revisando os livros de registro da companhia, para tentar descobrir como ela conseguiu manter seus negócios baseados em documentos supostamente falsos. A empresa de auditoria Grant Thornton, responsável por analisar a situação financeira da Parmalat e algumas de suas subsidiárias desde 1990, teria aberto uma investigação interna sobre o caso. A Grant Thornton tem até agora insistido que seus funcionários agiram corretamente, mas teriam tido acesso a informações incorretas. |
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