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Atualizado às: 06 de janeiro, 2004 - 17h47 GMT (15h47 Brasília)
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Acionistas da parmalat devem processar a empresa
Calistop Tonna
Tanzi, fundador da Parmalat, foi acusado pelo ex- diretor financeiro

Um fundo de pensões sediado no Alasca iniciou a ação judicial em uma corte de Nova York na segunda-feira, pedindo US$ 1 bilhão (cerca de R$ 3 bilhões) em compensação da Parmalat.

Acionistas da empresa estão processando a Parmalat por enganar os investidores.

Promotores italianos intensificaram o interrogatório do ex- chefe de finanças da Parmalat, Fausto Tonna, na cidade de Parma, nesta terça-feira.

O interrogatório já havia durado mais de 10 horas na segunda-feira. O objetivo é descobrir como a empresa abriu um enorme buraco nas suas contas.

O fundo do buraco

Chefes da Parmalat e importantes empresas financeiras americanas são citadas no processo, como o banco de investimentos Citygroup, que aconselhou a Parmalat, e os contadores Deloitte Touche Tohmatsu e Grant Thorton.

O processo também quer compensações do fundador da parmalat, Calisto Tanzo, e Fausto Tonna.

A Parmalat está no centro de uma crescente investigação simultânea em vários países europeus e nos Estados Unidos.

Os investigadores estão tentando chegar no fundo do imenso buraco nas finanças da empresa ao desembaraçar uma rede de companhias satélites e contas falsas nas quais o dinheiro era escondido.

Funcionar até 2004

No interrogatório, Tonna teria culpado o fundador da Parmalat, Tanzi, pela crise financeira que levou a empresa a pedir concordata no mês passado.

Ambos estão agora na prisão, ao lado de outros quatro executivos e contadores, mas nenhum deles recebeu uma acusação formal até agora.

O jornal britânico The Financial Times havia relatado que investigadores em Milão estão estudando as operações da Parmalat no Brasil.

Enrico Bondi, que substituiu Tanzi como chefe executivo, busca, esta semana, empréstimos para manter as fábricas em funcionamento até o final de 2004.

Futebol

A Parmalat emprega 36 mil pessoas em todo o mundo. O governo italiano disse estar determinado a proteger os empregos da empresa.

A empresa insiste que o seu negócio envolvendo laticínios e alimentos em geral está fazendo dinheiro e pode ser salva, apesar das peripécias financeiras.

O time de futebol do Parma, onde jogam os brasileiros Júnior e Adriano, também está sendo atingido pelo escândalo

Comprado pela Parmalat a mais de uma década, o clube agora planeja um encontro de acionistas no dia 9 de Janeiro para decidir como cobrir o prejuízo.

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