|
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Representante da indústria siderúrgica dos EUA condena retirada de sobretaxa
O presidente de uma das maiores companhias siderúrgicas dos Estados Unidos, Thomas Usher, afirmou nesta terça-feira que seria um "erro" o governo americano retirar a sobretaxa que vigora sobre o aço importado. "Remover essas tarifas e se submeter à vontade dos europeus será um erro - não somente no caso do aço, mas em qualquer indústria", diz o presidente da US Steel. Segundo informações publicadas nesta segunda-feira pelo jornal The Washington Post, o governo americano teria decidido retirar a sobretaxa para evitar uma guerra tarifária internacional, que poderia colocar em risco a reeleição de George W. Bush. De acordo com o jornal, as autoridades americanas não revelam quando a decisão será anunciada oficialmente, mas a expectativa é de que isso ocorra ainda nesta semana. Os Estados Unidos criaram a sobretaxa ao aço importado em março de 2002, com o objetivo de proteger a indústria local. A medida, no entanto, foi considerada ilegal pela Organização Mundial do Comércio (OMC) e despertou ameaças de sanções a produtos americanos de diversos países, inclusive os membros da União Européia e o Brasil. Sindicatos Os sindicatos também manifestaram sua reprovação à suposta decisão. "Certamente haverá uma multidão de trabalhadores da indústria siderúrgica perto da convenção de Bush em Pittsburgh", diz Gary Hubbard, da União dos Trabalhadores Siderúrgicos da América. Tanto os sindicatos quanto os industriais disseram que o governo de Bush havia prometido que as tarifas continuariam existindo pelo menos até as próximas eleições americanas, em novembro de 2004. Apesar da opinião contrária do representante da indústria siderúrgica e dos trabalhadores, analistas acreditam que a retirada da sobretaxa deve ajudar tanto a economia americana quanto o presidente Bush. As sanções atingiriam as exportações americanas para a Europa, avaliadas em cerca de US$ 2,2 bilhões ao ano e colocariam em risco a recente recuperação econômica dos Estados Unidos. Indústrias importantes do ponto de vista eleitoral, como os produtores cítricos da Flórida, também seriam afetadas. A sobretaxa, que tentava proteger os produtores americanos da competição internacional, era vista como uma manobra para conquistar votos em Estados produtores de aço. Economistas dizem, no entanto, que o fim da sobretaxa pode funcionar a favor de Bush, já que indústrias consumidoras de aço, como a automotiva, pediam a suspensão das tarifas extras. |
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||