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George Clooney pede atenção do mundo para Darfur | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nesta sexta-feira, o ator americano George Clooney descreveu os horrores que ele testemunhou quando visitou a região de Darfur, no Sudão, durante uma entrevista à BBC em Nova York. Clooney disse que a região precisa urgentemente de intervenção internacional, com envio de tropas de paz, para coibir o crescente número de assassinatos e estupros e a limpeza étnica. Pelo menos 200 mil pessoas já morreram na região e cerca de outros 2,5 milhões estão desabrigadas, fugindo da violência das milícias Janjaweed, que perseguem a população africana local. Em entrevista à jornalista da BBC Laura Trevelyan, Clooney disse que todas as pessoas com quem ele falou em Darfur tinham tido algum membro da família atingido pela violência. “Não é somente uma guerra o que está acontecendo no Sudão”, disse Clooney. “Se trata de limpeza étnica”, afirmou o ator, que disse que as tropas de paz são necessárias para obrigar todas as partes a cumprir o acordo de cessar-fogo assinado em maio. Clooney também falou de suas recentes viagens à China e Egito, dois países que ele acredita que possam fazer mais para encorajar o Sudão a aceitar a presença das tropas de paz das Nações Unidas. Responsabilidade Em Washington, a secretária de Estado Americana, Condoleezza Rice, alertou o Sudão sobre a responsabilidade que terá no caso não aceite a presença das tropas de paz. Apesar da presença de 7 mil soldados da União Africana na região, a violência aumentou nas últimas semanas. Também na sexta-feira, um grupo de seis agências de ajuda humanitária anunciou que tiveram de sair do país em decorrência de “dificuldades sem precedentes” na região de Darfur. O grupo, que conta com a Oxfam, o Comitê de Resgate Internacional, Goal, Concern, World Vision e o Conselho de Refugiados da Noruega, disse que eles próprios estavam começando a se transformar em alvos diretos da violência. O conflito em Darfur já vem desde 2003, quando uma rebelião local provocou uma reação por parte do governo e de milícias paramilitares. |
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