|
ONU decide enviar missão especial para Darfur | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
O Conselho de Direitos Humanos das Nações Unidas decidiu nesta quarta-feira em Genebra que vai enviar uma missão para a região de Darfur, no Sudão, para verificar as alegações de que está aumentando a violência contra civis no país. A proposta não precisou ser votada, pois foi aprovada por consenso pelos 47 países membros do Conselho, inclusive o Brasil. Os cinco enviados especiais da ONU para Darfur serão indicados pelo presidente do Conselho, o embaixador mexicano Luis Alfonso de Alba. A equipe será acompanhada pela investigadora especial da ONU sobre o Sudão, Sima Samar. No começo do mês, o órgão da ONU havia aprovado uma resolução manifestando preocupação com a situação em Darfur. O Brasil chegou a ser alvo de críticas de organizações não-governamentais por se abster na votação de um texto mais duro contra o governo do Sudão. Na ocasião, o Brasil apoiou uma resolução que não condenava explicitamente o governo do Sudão, proposta por um bloco de países africanos liderados pela Argélia. Esse texto acabou sendo aprovado. A Finlândia, representando a União Européia, convocou nova reunião para esta semana, alegando que a resolução aprovada no começo do mês era insatisfatória. “Pequeno passo” Nesta quarta-feira, a organização de direitos humanos Human Rights Watch, que havia criticado a ONU e o Brasil por causa da postura deles em relação a Darfur, elogiou a decisão de enviar a missão. “É um pequeno passo na direção correta”, disse a representante da HRW, Mariette Grange, em entrevista à BBC Brasil. Para ela, que participou da reunião do Conselho, a ONU acertou ao deixar a indicação dos integrantes da missão a cargo do presidente do Conselho, evitando que países possam indicar políticos comprometidos com o Sudão para a função. Espera-se que a missão termine seus trabalhos até março de 2007, quando o Conselho de Direitos Humanos volta a se reunir sobre Darfur. Na sessão de abertura da reunião do Conselho, na terça-feira, o secretário-geral das Nações Unidas, Kofi Annan, disse que o órgão da ONU precisa ajudar a acabar com o “pesadelo” da violência “enviando uma mensagem clara e unida de que a situação atual é simplesmente inaceitável”. Desde 2003, quando começou o conflito em Darfur, mais de dois milhões de pessoas já tiveram de abandonar suas casas. Estima-se que 200 mil morreram. Diversos países ocidentais – entre eles os Estados Unidos – acusam o governo do Sudão de colaborar com milícias muçulmanas, que entraram em conflito com rebeldes da região de Darfur e com civis que apoiariam esses rebeldes. O governo do Sudão nega as acusações e tem resistido à sugestão de envio de tropas da ONU para mediar o conflito. Atualmente, tropas da União Africana estão na região. |
NOTÍCIAS RELACIONADAS ONG critica Brasil por votação na ONU sobre Darfur07 dezembro, 2006 | BBC Report Sudão é acusado de novo ataque em Darfur18 de novembro, 2006 | Notícias ONU discute tropas de paz 'híbridas' para Darfur16 novembro, 2006 | BBC Report LINKS EXTERNOS A BBC não se responsabiliza pelo conteúdo dos links externos indicados. | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
| ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||