|
Meninos prematuros têm cérebros menores, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas americanos da Universidade de Stanford, nos Estados Unidos, descobriram que determinadas regiões dos cérebros de meninos nascidos prematuramente são menores do que o normal. Já se sabia que bebês prematuros têm cerébros menores do que os daqueles nascidos após o período normal de gestação, e que os dos meninos são ainda menores que os das meninas. A nova descoberta, publicada na revista especializada Pediatrics, indica que meninos prematuros tendem a ter mais dificuldades de aprendizado para aprender a falar e usar a linguagem, o que pode levar a problemas na escola. A equipe de Allan Reiss tentava descobrir se havia alguma explicação física para justificar essa diferença. Ressonância Para isso, os cientistas estudaram os cérebros de 96 crianças de oito anos, das quais 65 nasceram prematuramente. Exames de ressonância magnética comprovaram que os prematuros tinham cérebros menores do que os outros, como já se esperava. No entanto, ao classificar os exames por sexo, os pesquisadores descobriram diferenças que ainda não haviam sido identificadas. Meninas prematuras tinham volumes de massa branca no cérebro aproximadamente semelhantes aos das outras. Entre os meninos, no entanto, a diferença era muito maior, e as regiões em que se registrou esse menor volume são as responsáveis pela leitura, linguagem, emoção e comportamento. Reiss acredita que no futuro será possível proteger os cérebros de prematuros contra essa diferença de volume. "Temos que tentar descobrir uma forma de estimular o crescimento de massa branca em um bebê prematuro ou de desenvolver um agente de proteção", afirmou o médico. |
| |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||