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Atualizado às: 01 de dezembro, 2003 - 17h57 GMT (15h57 Brasília)
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Corpo pode 'viciar' em exercícios, diz estudo
jogging
O corpo pode sentir falta física de exercícios

Cientistas alegam ter encontrado provas de que algumas pessoas podem se viciar fisicamente em fazer exercícios.

Um estudo em camundongos mostrou que quando alguns deles eram privados de exercícios, havia atividade em áreas do cérebro normalmente ligadas à retirada de drogas.

Pesquisados da Universidade de Wisconsin sugerem que o mesmo pode ser verdade em indivíduos de comportamentos "extremos" que tendem a fazer exercícios de forma intensa.

Muitos especialistas acreditam que o "vício em exercícios" não é uma condição física.

Raça

No entanto, existem muitas evidências empíricas mostrando que pessoas que se exercitam regularmente relatam sensações de carência quando faltam a suas sessões regulares de exercícios.

O estudo, publicado no jornal Behavioral Neuroscience, utilizou uma raça especial de camundongos que tende a usar uma roda de exercícios por períodos mais longos do que outros camundongos.

Os camundongos de raça especial e outros comuns tiveram acesso às rodas de exercícios e podiam usá-las por tempo indeterminado.

De forma geral, os camundongos de "alta atividade" tenderam a cobrir maior extensão com suas rodas, chegando a até três vezes mais do que os demais.

Reação química

Depois de seis dias, alguns dos camundongos de cada grupo foram impedidos de usar suas rodas.

No momento do dia em que os camundongos deveriam ter atingido "o auge da corrida", foi feita a medição química da atividade cerebral de todos os camundongos.

Eles constataram que os camundongos que não tiveram acesso aos exercícios mostraram maior atividade em 16 das 25 regiões dos cérebros.

Isso foi mais acentuado em camundongos de "alta atividade".

Drogas

"Esses camundongos correram por seis dias. Eles querem correr, estão prontos para correr, mas não podem", disse Stephen Gammie, professor assistente de zoologia da universidade.

"A mudança na atividade do cérebro é uma indicação de sua motivação para correr."

Segundo Justin Rhodes, outro pesquisador, "nos camundongos que corriam muito, determinadas regiões do cérebro mostraram elevados níveis de atividade, mais do que o normal."

"Essas são as mesmas regiões do cérebro que ficam ativas quando se impede que ratos tenham suas doses diárias de cocaína, morfina, álcool ou nicotina", disse.

Os pesquisadores admitem que não está claro ainda se o mesmo fenômeno também ocorre em seres humanos.

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