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Atualizado às: 12 de maio, 2004 - 14h16 GMT (11h16 Brasília)
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Má comunicação no cérebro pode explicar apetite exagerado, diz estudo
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O cérebro tem um papel-chave na regulação do apetite
Cientistas acreditam que podem ter descoberto por que algumas pessoas têm problemas para controlar seu apetite.

Especialistas da Universidade de Warwick, na Grã-Bretanha, dizem que o motivo pode ser a má comunicação entre células-chave no cérebro.

Eles identificaram um grupo de neurônios que, aparentemente, desempenha um papel importante em informar às pessoas quando devem comer.

Em artigo na revista especializada Nature Neuroscience, os pesquisadores dizem que o processo é tão complicado que há grande potencial para problemas que podem levar as pessoas a comer em excesso.

Sinais

A equipe de cientistas liderada por Dave Spanswick examinou uma parte do cérebro que lida com a fome e também envia sinais para informar à pessoa quando elas comeram o suficiente.

Mas o mecanismo por trás disso é pouco compreendido.

Os cientistas se concentraram em um determinado grupo de neurônios que dá sinais regulares de atividade elétrica.

Eles descobriram que esses neurônios parecem regular a vontade de comer.

Os pesquisadores também constataram que esses neurônios agem sobre informações fornecidas por uma ampla gama de sinais do organismo.

Eles processam informação dos hormônios e outras substâncias químicas informando-os de que o corpo precisa de energia e alimentos.

"No passado, as pessoas com problemas de peso enfrentaram ceticismo e dúvidas sobre o quanto eles tinham que seguir uma rotina de dieta e exercícios físicos", disse um porta-voz da equipe de pesquisa.

"Este estudo mostra que deve haver realmente boas razões para o que parece ser a incapacidade de se resolver um problema de peso seguindo os métodos usuais. Comer menos pode ser um problema mais difícil e complicado do que nós havíamos pensado", concluiu ele.

Evidências crescentes

Pesquisadores das universidades de Edimburgo e Newcastle-upon-Tyne, também na Grã-Bretanha, estão realizando pesquisas nessa área.

Seu projeto de cinco anos vai verificar se o cérebro "se reprograma" quando as pessoas se tornam obesas, levando-as a continuar a comer demais, com dificuldade para reduzir o consumo de alimentos.

Jonathan Seckl, professor de mecidina molecular em Edimburgo, disse que agora há evidências crescentes de que genes e o cérebro podem ter um papel na obesidade.

"Agora sabemos que se alguns genes funcionam errado, podem causar obesidade", disse Seckl à BBC.

"Eles podem interferir em como o cérebro lida com sinais que regulam o apetite. Mas isso só acontece em uma minoria de pessoas que são obesas", concluiu o acadêmico.

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