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Chip poderá 'ler pensamentos' de pessoas com paralisia | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Cientistas americanos da Cyberkinetics Inc, empresa especializada no desenvolvimento de interfaces entre o cérebro e computadores, vão começar a fazer testes com humanos de chips que podem ser capazes de "ler o pensamento" de pessoas com paralisia e ajudá-las a realizar diferentes movimentos. A microplaca vai mapear a atividade cerebral que ocorre quando a pessoa pensa em mover um membro, por exemplo. Os cientistas pretendem traduzir esses sinais cerebrais em códigos de computador que poderão, um dia, fazer com que membros mecânicos se movam ou que uma vítima de tetraplegia, por exemplo, possa operar um computador. A empresa, com sede em Massachusetts, recebeu permissão oficial para iniciar os testes com a microplaca, batizada de "Portão do Cérebro", que tem apenas 4 milímetros quadrados. O chip será implantado dentro do crânio dos voluntários e estará ligado ao cérebro através de pequenos fios de um milímetro de comprimento por onde a atividade de um grupo de neurônios será registrada. Os sinais serão monitorados através de fios que sairão do cérebro. Para evitar o risco de infecção, os pesquisadores estão desenvolvendo uma nova versão da tecnologia, que será sem fio. A Cyberkinetics já fez testes semelhantes em que três macacos receberam implantes de chips. Os chips foram usados para gravar sinais ocorridos na área do cérebro responsável pelos movimentos do corpo durante um período em que os macacos moviam um "mouse" com as mãos. Esses sinais foram usados posteriormente para desenvoler um programa que permitiu que um dos macacos continuasse a mover o cursor do computador apenas ao pensar na ação. A empresa pretende concluir a pesquisa com humanos dentro de três a cinco anos. |
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