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Cansaço físico vem do cérebro, diz estudo | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
No momento em que os maiores atletas do mundo se preparam para as Olimpíadas de Atenas, pesquisadores advertem que é o cérebro, não o corpo, que controla a fadiga. Uma equipe da Universidade do Cabo, na África do Sul, disse em artigo publicado na revista New Scientist que o cérebro "entra em ação" para impedir danos nos músculos. Um outro estudo feito por pesquisadores da mesma universidade examina como atletas com tendência a sofrer muitas contusões podem ser identificados mais cedo. A equipe desenvolveu uma forma de analisar os movimentos para perceber os potenciais problemas. Ambos podem ter um impacto significativo no desempenho esportivo, dizem os cientistas. A equipe que analisou questões relacionadas à fadiga diz que ela é vista, tradicionalmente, como resultado de músculos que foram muito trabalhados e deixaram de operar adequadamente. Mas, segundo eles, na verdade é o cérebro que controla a sensação. Os pesquisadores dizem que uma molécula sinalizadora do corpo chamada interleucina-6 (IL-6) desempenha um papel-chave ao dizer ao cérebro quando se deve descansar. A concentração de IL-6 no sangue é de 60 a 100 vezes mais alta do que a normal depois de exercício prolongado, e uma injeção de IL-6 em pessoas saudáveis faz com que elas se sintam cansadas. Preocupação A equipe deu uma injeção de IL-6 e de uma substância inócua em sete atletas e registrou seus tempos em uma corrida de seis quilômetros. Uma semana depois, a experiência foi repetida, mas com alternância de quem receberia qual injeção. Constatou-se que, em média, os atletas correram quase um minuto mais depressa depois de receberem a injeção de substância inóqua. A maioria deles percorreu a distância em cerca de 41 minutos. Os pesquisadores sugerem que pode ser possível bloquear receptores de IL-6 no cérebro utilizando anticorpos. Esse método já se mostrou eficaz no tratamento de síndrome de fadiga crônica, mas há temores de que atletas possam utilizar a mesma técnica para tentar se exercitar demais, diz a New Scientist, o que pode ser perigoso para a saúde. Movimento Em um estudo separado, matemáticos das universidades da Cidade do Cabo e de Antuérpia, na Bélgica, pesquisaram o motivo pelo qual alguns atletas têm mais tendência à contusão. Eles fizeram uma simulação de todas as formas como movimentos das juntas podem ser combinados quando um lançador em um jogo de cricket (muito popular na Grã-Bretanha e ex-colônias britânicas) atira a bola. Os pesquisadores disseram que se alguns lançadores modificassem alguns de seus movimentos poderiam impedir que "microcontusões" geradas não fossem agravadas. |
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