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Atualizado às: 29 de julho, 2004 - 12h44 GMT (09h44 Brasília)
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Cansaço físico vem do cérebro, diz estudo
Nadadores
O cérebro dos atletas pode dizer a eles quando parar o treinamento
No momento em que os maiores atletas do mundo se preparam para as Olimpíadas de Atenas, pesquisadores advertem que é o cérebro, não o corpo, que controla a fadiga.

Uma equipe da Universidade do Cabo, na África do Sul, disse em artigo publicado na revista New Scientist que o cérebro "entra em ação" para impedir danos nos músculos.

Um outro estudo feito por pesquisadores da mesma universidade examina como atletas com tendência a sofrer muitas contusões podem ser identificados mais cedo.

A equipe desenvolveu uma forma de analisar os movimentos para perceber os potenciais problemas.

Ambos podem ter um impacto significativo no desempenho esportivo, dizem os cientistas.

A equipe que analisou questões relacionadas à fadiga diz que ela é vista, tradicionalmente, como resultado de músculos que foram muito trabalhados e deixaram de operar adequadamente.

Mas, segundo eles, na verdade é o cérebro que controla a sensação.

Os pesquisadores dizem que uma molécula sinalizadora do corpo chamada interleucina-6 (IL-6) desempenha um papel-chave ao dizer ao cérebro quando se deve descansar.

A concentração de IL-6 no sangue é de 60 a 100 vezes mais alta do que a normal depois de exercício prolongado, e uma injeção de IL-6 em pessoas saudáveis faz com que elas se sintam cansadas.

Preocupação

A equipe deu uma injeção de IL-6 e de uma substância inócua em sete atletas e registrou seus tempos em uma corrida de seis quilômetros.

Uma semana depois, a experiência foi repetida, mas com alternância de quem receberia qual injeção.

Constatou-se que, em média, os atletas correram quase um minuto mais depressa depois de receberem a injeção de substância inóqua. A maioria deles percorreu a distância em cerca de 41 minutos.

Os pesquisadores sugerem que pode ser possível bloquear receptores de IL-6 no cérebro utilizando anticorpos.

Esse método já se mostrou eficaz no tratamento de síndrome de fadiga crônica, mas há temores de que atletas possam utilizar a mesma técnica para tentar se exercitar demais, diz a New Scientist, o que pode ser perigoso para a saúde.

Movimento

Em um estudo separado, matemáticos das universidades da Cidade do Cabo e de Antuérpia, na Bélgica, pesquisaram o motivo pelo qual alguns atletas têm mais tendência à contusão.

Eles fizeram uma simulação de todas as formas como movimentos das juntas podem ser combinados quando um lançador em um jogo de cricket (muito popular na Grã-Bretanha e ex-colônias britânicas) atira a bola.

Os pesquisadores disseram que se alguns lançadores modificassem alguns de seus movimentos poderiam impedir que "microcontusões" geradas não fossem agravadas.

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