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Conheça os detalhes do esquema de segurança para a Olimpíada | |||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Nesta semana, faltando exatos cem dias para o início da Olimpíada de Atenas, na Grécia, um atentado a bomba destruiu uma delegacia de polícia na capital grega. O governo do país negou que haja qualquer conexão entre o incidente e os Jogos Olímpicos, que começam em 13 de agosto. O atentado, no entanto, levanta questões sobre o que está sendo feito para garantir a segurança dos atletas e do público presentes à maior festa dos esportes do mundo. A BBC esclarece abaixo algumas dessas questões. Quem é responsável pelos últimos ataques? As autoridades gregas insistem em dizer que não há conexão entre as explosões e os Jogos Olímpicos. O incidente acontece em momento de grande preocupação com o terrorismo internacional, mas a polícia diz que está investigando grupos extremistas de esquerda que, no passado, realizaram atentados e assassinatos na Grécia. Um dos grupos, conhecido como Luta Popular, realizou um atentado a bomba em março e prometeu mais violência. Ataques por grupos terroristas gregos, no entanto, tornaram-se menos freqüentes desde a prisão, pelo governo do país, de 19 integrantes da organização 17 de Novembro, no final do ano passado. Segundo jornalistas locais, anarquistas e grupos de esquerda se opõem aos jogos, considerados por eles uma festa capitalista. As organizações protestam contra a chegada em massa, à Grécia, de serviços de segurança ocidentais. Quão grande é o desafio de promover a segurança em eventos como esse? Teme-se que a grande importância dos Jogos Olímpicos – os primeiros a ser realizados desde os ataques em Nova York, Washington, Bali e Madri – faça de Atenas um alvo muito atraente para os terroristas. A Grécia está montando uma operação de segurança sem precedentes, com um custo estimado de US$ 1,2 bilhões, quase quatro vezes o que a Austrália gastou em 2000. O primeiro-ministro grego, Costas Karamanlis, assumiu pessoalmente a responsabilidade pela preparação dos Jogos Olímpicos. O presidente do Comitê Olímpico Internacional (COI) Jacques Rogge, disse que, em termos de segurança, Atenas 2004 representa o “maior desafio” aos organizadores dos jogos até hoje. Pela primeira vez na história, o COI gastou cerca de US$ 170 milhões em um seguro para o evento. A apólice cobre custos de cancelamento parcial ou total dos jogos em virtude de terrorismo, terremotos, inundações e deslizamentos de terra. O governo grego pediu à Otan que preste auxílio com patrulhas aéreas e marítimas, e criou um conselho de segurança composto de sete países. Agentes do FBI, a Polícia Federal Americana, e da Scotland Yard, da Grã-Bretanha, também vão auxiliar no policiamento do evento. Que medidas estão sendo tomadas pelas autoridades? Mais de 45 mil homens – três vezes mais do que em Sydney - estarão mobilizados durante a Olimpíada. Eles vão policiar os jogos e escoltar os atletas. Atletas americanos, britânicos e israelenses terão proteção armada durante 24 horas por dia. Competidores desses três países são tidos como os alvos mais prováveis de ataques terroristas. Os guardas viajarão com os atletas nos ônibus, que podem também ser protegidos por veículos blindados e helicópteros policiais. Atletas de países que enviaram tropas ao Iraque podem também receber proteção semelhante. Em março, em Atenas, foram simulados um ataque químico, um seqüestro de avião e uma epidemia na cidade. Participaram do exercício 1,5 mil seguranças gregos e centenas de soldados americanos. Na semana que vem, planos de emergência para o caso de haver um ataque terrorista vão ser testados em uma simulação durante quatro dias. Como os países estão reagindo ao recente ataque em Atenas? Muitos países estão monitorando a situação de segurança no período que antecede a Olimpíada. França e Austrália dizem que estão revendo seus planos, enquanto a Nova Zelândia diz que ainda é cedo para saber como os atentados afetariam a sua participação. O chefe do Comitê Olímpico Australiano confirmou que a Austrália vai enviar uma equipe a Atenas, mas disse que é possível que alguns atletas decidam não comparecer. Nos Estados Unidos, Mark Spitz, campeão olímpico de natação, com sete medalhas de ouro, disse que a preocupação com segurança pode levar o país a boicotar a Olimpíada em Atenas. O Comitê Olímpico Americano nega que um boicote esteja sendo considerado, mas Spitz disse que qualquer decisão dos EUA de se retirar aconteceria bem mais para a frente, e poderia provocar um “efeito bola de neve”, com vários países seguindo o exemplo. As Olimpíadas foram alvo de terrorismo no passado? Durante a Olimpíada de Munique, em 1972, um grupo militante palestino matou 11 atletas israelenses. O ataque, no entanto, aconteceu inesperadamente. Não havia, como hoje, um estado de alerta em relação ao terrorismo internacional. Um ataque a bomba no parque olímpico de Atlanta, em 1996, matou uma pessoa. |
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