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Nomes e Títulos | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
Para informarem com verdade e precisão, os jornalistas devem adaptar nomes e títulos quando traduzem de Inglês para Português. Normalmente em Inglês, usa-se Mr., Mrs., mas este não é o caso em Português. Em jornalismo não há doutores nem senhores, exceptuando nos directos e entrevistas. O discurso directo só é utilizado quando o sujeito faz declarações que valem pelo seu impacto. Não: O general Nkunda afirma"vou atacar Kinshasa"… Os nomes próprios podem também ser enganosos: o equivalente de Canterbury em Português é Cantuária. Os jornalistas devem também dar atenção aos nomes colectivos que podem ser plural em Inglês - staff, police, a sports team, a pop band – e são singular em Português. Exemplos - O Dr. Vasconcelos, e não, Dr. Vasconcelos (para um médico). O título Dr., doutor, Eng., etc., só deve ser usado se o contexto da notícia assim o exigir. Por exemplo, num trabalho sobre construção de pontes, o facto de se identificar alguém como engenheiro ou arquitecto ajuda a enquadrar melhor essa pessoa e a dar mais peso às suas declarações ou pareceres. - O Professor Albuquerque, e não, Professor Albuquerque (Ing: Prof. Albuquerque) - O Sheik Hassan Nasrallah, e não, Sheik Hassan Nasrallah (artigo necessário em português, não em inglês) - O Príncipe Charles, e não, Príncipe Charles (Ing: Prince Charles) (príncipe é um título, não um nome) - Alex Ferguson, e não, Sir Alex - Paul McCartney, e não, Sir Paul - David Levy, e não, Lord Levy - Margareth Tatcher, e não, Lady Tatcher - John Williams, e não Mr/Lord Justice (John) Williams) Nomes próprios - A Cidade do Cabo, e não, Capetown (Ing: Capetown). - O Zambeze, e não, o rio Zambezi (Ing: Zambezi river) - Haia (nos Países Baixos) e não, a Haia (Ing: the Hague) Há também uma localidade chamada Haia, em França - Cantuária, e não, Canterbury. - Cornualha, e não, Cornwall - Vírus da SIDA, do Ébola, de Marburgo. Relativamente à SIDA (Síndroma de Imunodeficiência Adquirida) também se usa o artigo masculino (o SIDA), uma vez que a palavra Síndrome/Síndroma aceita os dois géneros. A síndrome ou o sindroma. - Bassorá, e não Basra - Bagdade, e não, Bagdá (esta é a forma utilizada no Brasil) - O exército do Mahdi, e não, de Mahdi (Ing: Mahdi army) Em inglês, quando se fala de uma equipa desportiva, da polícia, do exército, do pessoal de uma empresa ou de um grupo musical, utiliza-se frequentemente o plural, mas em português deve empregar-se o singular. Por exemplo: - A polícia declarou - A equipa jogou - Sair à rua (para manifestar-se) e não, descer às ruas (Ing: take to the streets) Números Os números ordinários só devem ser usados até ao 20º (vigésimo) para se tornarem compreensíveis ao ouvinte. Os arredondamentos são usados quando o número preciso não é relevante: Não: O antigo líder da FRELIMO comemora o septuagésimo segundo aniversário Nas referências temporais a regra é facilitar o raciocínio ao ouvinte. Não: O preço do pão sobe na próxima quinta-feira | LINKS LOCAIS Mensagem da Academia de Jornalismo e do WS da BBC06 Março, 2009 | Notícias Introdução06 Março, 2009 | Notícias A Tradução06 Março, 2009 | Notícias A Gramática07 Março, 2009 | Notícias O Acordo Ortográfico07 Março, 2009 | Notícias Escrever para a Internet06 Março, 2009 | Notícias O Estilo BBC06 Março, 2009 | Notícias A Imparcialidade07 Março, 2009 | Notícias | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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