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Cimeira busca consensos para crise alimentar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A comunidade internacional vai estar reunida a partir desta terça-feira na capital italiana para uma cimeira patrocinada pelas Nações Unidas e que vai debater o problema da subida dos preços dos alimentos. A recente crise agravou a situação alimentar de pelo menos outros 100 milhões de pessoas em todo o mundo, provocando protestos de rua, greves e actos de violência em alguns países. O Fundo da ONU para a Alimentação e Agricultura, FAO, diz que a situação poderá conhecer um agravamento. Segundo a FAO, a menos que os governos das nações industrializadas encontrem formas de aumentar a produção alimentar, de eliminar as barreiras alfandegárias e de transferir alimentos para as regiões mais necessitadas, poderemos ter uma catástrofe global. Até ao momento continuam a ser as presenças, em Roma, dos presidentes Robert Mugabe, do Zimbabwe, e Mahmoud Ahmadinejad, do Irão, que atraem as atenções da imprensa. Contudo, a FAO está determinada em redireccionar as atenções gerais para um quadro muito mais amplo - a sorte de 850 milhões de pessoas em todo o mundo que estão a passar fome. Prioridades Daniel Gustafson, um alto funcionário da FAO, diz que a cimeira de Roma poderá fazer a diferença. "A ideia principal é juntar todos os países do mundo para discutirmos a urgência do problema da fome, e a presente crise dos elevados preços. Mas também vamos discutir questões de longo prazo que precisam de ser resolvidas. E o relançamento da agricultura é um tópico prioritário." Os organizadores da cimeira de Roma esperam que as nações ricas representadas na reunião comecem a dar prioridade política aos problemas da insegurança alimentar. Este ano, a factura da importação de alimentos pelos países mais pobres vai crescer 40%, e os primeiros sintomas foram distúrbios em cerca de 40 países. A FAO está a pedir aos países doadores que desembolsem mais dinheiro para ajudar os agricultores nos países em desenvolvimento na compra dos fertilizantes, das sementes e das rações animais de que necessitam. Durante anos houve um crónico subinvestimento na agricultura e a FAO diz que o problema não pode continuar a ser ignorado. Se houver uma crise agora, diz o director-geral da FAO, Jacques Diouf, então imaginemos o que acontecerá dentro de 40 anos quando a população mundial atingir os nove mil milhões de pessoas. | LINKS LOCAIS Era dos alimentos baratos chegou ao fim, diz FAO22 Maio, 2008 | Notícias 'Subida dos preços dos alimentos é ameaça à paz'14 Abril, 2008 | Notícias Banco Mundial quer 'novo pacto' contra a fome03 Abril, 2008 | Notícias Desertificação acelera crise alimentar12 Março, 2008 | Notícias Ban Ki Moon quer 'revolução verde' em África11 Março, 2008 | Notícias ONU alerta para racionamento de comida25 Fevereiro, 2008 | Notícias Líderes preocupados com preço da comida22 Abril, 2008 | Notícias LINKS EXTERNOS A BBC não é responsável pleo conteúdo de sítios externos da internet | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
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