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Última actualização: 03 Junho, 2008 - Publicado em 02:27 GMT
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Cimeira busca consensos para crise alimentar
Criança sudanesa
Há neste momento mais de 850 milhões de esfomeados no mundo
A comunidade internacional vai estar reunida a partir desta terça-feira na capital italiana para uma cimeira patrocinada pelas Nações Unidas e que vai debater o problema da subida dos preços dos alimentos.

A recente crise agravou a situação alimentar de pelo menos outros 100 milhões de pessoas em todo o mundo, provocando protestos de rua, greves e actos de violência em alguns países.

O Fundo da ONU para a Alimentação e Agricultura, FAO, diz que a situação poderá conhecer um agravamento.

Segundo a FAO, a menos que os governos das nações industrializadas encontrem formas de aumentar a produção alimentar, de eliminar as barreiras alfandegárias e de transferir alimentos para as regiões mais necessitadas, poderemos ter uma catástrofe global.

Até ao momento continuam a ser as presenças, em Roma, dos presidentes Robert Mugabe, do Zimbabwe, e Mahmoud Ahmadinejad, do Irão, que atraem as atenções da imprensa.

 Vamos discutir questões de longo prazo que precisam de ser resolvidas. E o relançamento da agricultura é um tópico prioritário
Daniel Gustafson, da FAO

Contudo, a FAO está determinada em redireccionar as atenções gerais para um quadro muito mais amplo - a sorte de 850 milhões de pessoas em todo o mundo que estão a passar fome.

Prioridades

Daniel Gustafson, um alto funcionário da FAO, diz que a cimeira de Roma poderá fazer a diferença.

"A ideia principal é juntar todos os países do mundo para discutirmos a urgência do problema da fome, e a presente crise dos elevados preços. Mas também vamos discutir questões de longo prazo que precisam de ser resolvidas. E o relançamento da agricultura é um tópico prioritário."

Os organizadores da cimeira de Roma esperam que as nações ricas representadas na reunião comecem a dar prioridade política aos problemas da insegurança alimentar.

Este ano, a factura da importação de alimentos pelos países mais pobres vai crescer 40%, e os primeiros sintomas foram distúrbios em cerca de 40 países.

A FAO está a pedir aos países doadores que desembolsem mais dinheiro para ajudar os agricultores nos países em desenvolvimento na compra dos fertilizantes, das sementes e das rações animais de que necessitam.

Durante anos houve um crónico subinvestimento na agricultura e a FAO diz que o problema não pode continuar a ser ignorado.

Se houver uma crise agora, diz o director-geral da FAO, Jacques Diouf, então imaginemos o que acontecerá dentro de 40 anos quando a população mundial atingir os nove mil milhões de pessoas.

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