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ONU alerta para racionamento de comida
Sacos de trigo
Necessidades orçamentais do PAM estão a subir em milhões de dólares semanalmente
Em 2007 o preço global dos alimentos registou um aumento de 40%, o que terá feito subir também o número de pessoas que passam fome no mundo, advertiu a agência das Nações Unidas responsável pela ajuda alimentar aos países pobres.

Numa entrevista à BBC a directora do PAM, o Programa Mundial de Alimentação da ONU, Josette Sheeran, disse que poderiam ver-se obrigados a diminuir a ajuda que prestam devido ao aumento dos preços no sector agrícola.

Entre as principais razões para esse incremento está o aumento da produção de biocombustíveis feitos a partir do milho e a subida do preço do petróleo.

A funcionária da ONU falou da possibilidade de "limitar as rações alimentares, incluindo o número de pessoas que recebem ajuda" se não houver mais dinheiros dos doadores para o programa.

Em qualquer caso, os responsáveis da ONU acreditam poder evitar os cortes, embora tenham advertido que a forte subida do preço dos alimentos aumentou em vários milhões de dólares o seu orçamento semanal.

Trigo
O preço mundial do trigo subiu 83% no ano passado

Josette Sheeran explicou que o aumento do preço de alimentos básicos como o trigo, o milho ou o arroz está a afectar países como o México, Indonésia ou o Yémen, que não se encontravam numa situação de urgência.

"A fome tem um rosto novo e está a afectar um amplo número de países", afirmou Sheeran.

O principal objectivo do Programa Alimentar Mundial da ONU é prestar ajuda às regiões onde há escasez de alimentos.

Mas agora vêm-se obrigados a fornecer ajuda a países onde o problema não é a escasez de alimentos mas o seu elevado preço.

Segundo Sheeran, as famílias em países em desenvolvimento estão a passar de três refeições ao dia para apenas uma e a abandonar as dietas variadas para consumir alimentos básicos.

Racionamento

Assim, pela primeira vez em duas décadas, o Egipto teve que ampliar o seu sistema de racionamento de alimentos, enquanto o Paquistão reintroduziu um sistema de cartões de racionamento que havia abandonado em meados dos anos oitenta.

Para além disso, países como a China e Russia impõem controle de preços sobre os alimentos, e outros, como Argentina ou o Vietname, estão a aumentar os impostos à exportação.

A fome está a começar a afectar países que não estavam numa situação de urgência.

No início do ano o Fundo Monetário Internacional, FMI, sublinhou que por detrás do incremento do preço dos alimentos estão os biocombustíveis e o petróleo, as secas que assolaram várias das principais regiões produtoras agrícolas no mundo e a crescente demanda de carne e produtos lácteos.

Os efeitos do aumento do preço dos produtos básicos nos últimos meses fizeram-se sentir em todo o mundo.

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