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Última actualização: 03 Abril, 2008 - Publicado em 03:51 GMT
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Banco Mundial quer 'novo pacto' contra a fome
Robert Zoellick
Zoelick quer cooperação dos mais ricos e instituções globais no combate à fome
O Banco Mundial propôs a criação de um "novo acordo" para o combate à fome entre as grandes instituições mundiais, como a União Europeia, a OCDE e a FAO, os países ricos como os Estados Unidos e o Japão e ainda doadores privados como a Fundação Gates do multimilionário da Microsoft.

O apelo surge quando ministros africanos das Finanças reunidos na capital etíope, Adis Abeba, decidiram tomar medidas para lutar contra os efeitos do aumento dos preços dos alimentos, que estão a ameaçar a estabilidade e o crescimento económico do continente.

O presidente do banco Mundial, Robert Zoellick, pretende apresentar a sua proposta para um "um novo acordo" de parceria global para o combate à fome na próxima reunião do FMI, daqui a pouco mais de uma semana, em Washington.

Segundo ele, o aumento dos preços dos alimentos e dos combustíveis vai continuar nos próximos tempos e 33 países enfrentam uma potencial desestabilidade social e política.

Mais dinheiro precisa-se

 Queremos encontrar formas de assegurar que mais alimentos sejam canalizados para os sistemas de fornecimento, de maneira a que estes possam ser mais baratos
Josette Sheeran, directora do PAM

Zoellick salientou que, a curto-prazo, muitas pessoas vão sofrer e passar fome a menos que o Programa Alimentar Mundial, PAM, receba 500 milhões de dólares para a aquisição de mais assistência alimentar.

Durante uma deslocação ao principal mercado de cereais na capital etíope, Adis Abeba, a directora do PAM, Josette Sheeran, testemunhou à BBC as dificuldades que observou:

"Estamos a assistir ao que chamamos a nova face da fome, em que há comida disponível que as pessoas não podem porém comprar", disse ela.

"Queremos muito ajudar a encontrar formas de assegurar que mais alimentos sejam canalizados para os sistemas de fornecimento, de maneira a que estes possam ser mais baratos", rematou a directora do PAM, presenciando na Etiópia o efeito do aumento dos preços dos produtos alimentares.

Fontes alternativas

criança subnutrida
Subida dos preços dos alimentos com potencial de desestabilizar países

Entretanto também na capital etíope, ministros africanos das Finanças advertiram contra um aumento da procura interna de petróleo que, segundo eles, poderá levar a um aumento dos preços dos países produtores.

Os ministros apelaram igualmente "à procura de fontes de energias alternativas".

O chefe da Comissão Económica das Nações Unidas para África, Abdoulie Janneh, recomendou que o continente africano aumentasse a sua produção alimentar e criasse um Fundo Africano de Petróleo, destinado a ajudar os países africanos importadores com fracos recursos.

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