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Desertificação acelera crise alimentar | ||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||||
A crise alimentar em África e o aumento dos preços dos cereais está a intensificar apreensões relativamente a uma das maiores ameaças à segurança alimentar no continente: a desertificação. Na maior parte do continente africano, a agricultura é o modo principal de vida mas o terreno cultivável adjacente ao Sahara está a tornar-se cada vez menos produtivo à medida que o deserto se expande. Condições climáticas extremas estão também a afectar a vida dos agricultores. Dois terços do continente africano ou estão desertificados ou susceptíveis às secas. Susceptibilidade As mesmas áreas onde os agricultores lutam para cultivar devido à falta de chuva encontram-se igualmente susceptíveis à inclemência das cheias.
Nos finais do ano passado, vastas áreas da África Ocidental encontravam-se submergidas e muitas colheitas arruinadas quando, semanas antes, os mesmos agricultores rezavam para que a chuva viesse após uma seca particularmente longa e preocupante. Para as pessoas a viver no Sahel ou nas áreas adjacentes ao Sahara em países como a Mauritânia, o Mali, o Níger e o Burkina Faso, há também o impacto da desertificação para se preocuparem. Crise O deserto do Sahara está a aumentar em parte devido à exploração da terra para a converter em terreno arável. As Nações Unidas dizem que, quando as pessoas vivem na pobreza, poucas opções têm para além de sobrecultivarem as terras. A ONU salienta ainda que devido à dependência da agricultura, o combate à desertificação e a promoção do desenvolvimento são uma e a mesma causa.
As secas são frequentes na África Ocidental mas ocasionalmente, como foi o caso do Níger em 2005, elas têm um efeito devastador nos fornecimentos de alimentos. Durante esse ano, milhões de pessoas necessitaram de assistência alimentar apesar da seca, em si, não ter sido excepcionalmente severa. Em meses recentes, as capitais de vários países da África Ocidental testemunharam motins e violência resultantes de protestos contra o alto preço dos alimentos. A menos que mais dinheiro seja canalizado para combater a crise, o Programa Alimentar Mundial da ONU terá de reduzir o número de pessoas que apoia.
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